Sicredi registra crescimento de 60% em seguros agrícolas

Sicredi registra crescimento de 60% em seguros agrícolas

Uma empresa com produção a céu aberto. Produtores rurais de todo o Brasil podem sofrer com o grande número de imprevistos inerentes ao trabalho no campo, uma vez que tem a “linha de produção” exposta a intempéries como excesso ou falta de chuva, entre outros riscos. Desta forma, cada vez mais produtores rurais têm se dedicado ao planejamento e gestão destes riscos da lavoura.

Nos primeiros cinco meses de 2020, o Sicredi registrou crescimento de 60% em área segurada e de 77% em importância segurada no segmento agrícola, nos estados do Paraná e São Paulo, em comparação com mesmo período de 2019. Dados do Sicredi mostram ainda que, em todo o Brasil, o seguro agrícola disponibilizado pelas cooperativas filiadas à instituição financeira cooperativa evitou mais de R$100 milhões em prejuízos aos associados, nos últimos 12 meses.

Competitividade

Produtor rural de Tibagi, no interior do Paraná, Rafael Ribas Alberti, planta soja, feijão e trigo e conta com a proteção do seguro agrícola desde a primeira lavoura, formada em 2012. “A gente investe no adubo e na semente de qualidade, mas a questão da chuva, do frio e da seca a gente não consegue controlar”, afirma o agricultor.  

“Os seguros rurais permitem que os produtores possam investir com mais tranquilidade  em sua atividade, mantendo-se competitivos no agronegócio, mesmo sob condições de perda patrimonial ou eventual frustração de safra. O seguro agrícola traz estabilidade financeira para o negócio, garantindo que os recursos investidos na implementação da lavoura sejam ressarcidos em eventual perda decorrente de eventos climáticos garantidos na apólice”, explica o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Devanir Brisola.

De acordo com o gerente, nos últimos 12 meses, o Sicredi já indenizou em mais de R$ 100 milhões aos associados do segmento agrícola de todo o país, principalmente em virtude de eventos de seca. Deste total, cerca de R$ 14,2 milhões foram destinados a produtores associados dos estados do Paraná e São Paulo. “Um número maior de produtores está descobrindo que o seguro protege não apenas seu patrimônio, mas toda a cadeia produtiva que depende do negócio segurado. Portanto o seguro precisa estar inserido em seu planejamento no momento de orçar os custos de implementação de sua lavoura”, explica. 

Seca

Para o produtor rural do Paraná, o seguro agrícola foi fundamental na safra de feijão plantada no início do ano. “A lavoura começou bonita, mas com a seca a produção caiu muito. O perito foi até a plantação, avaliou, passou para agência e a seguradora automaticamente me indenizou”, conta o agricultor, que conseguiu pagar o custo da lavoura e segue recomendando a modalidade. “Se eu não tivesse o seguro, o prejuízo seria muito grande, por isso sempre indico para todos os meus amigos que também vivem da agricultura”, diz. 

O associado Paulo Pacheco, que é dono de uma granja na cidade da Lapa (PR), também sentiu na pele o medo de perder seu patrimônio, após seus galpões serem atingidos pela chuva de granizo severa que caiu sobre a região, em setembro de 2019. Em poucos dias, ele foi indenizado pelo seguro do Sicredi e a vida voltou ao normal. “Fazia 15 anos que eu tinha o seguro e foi a primeira vez que precisei. Imagina o prejuízo se não tivesse renovado”, comenta. 

No segmento agrícola, o Sicredi conta com a parceira de quatro das maiores empresas seguradoras do mercado: Mapfre, FairFax, Tokio Marine e Sancor. “Buscamos atender às necessidades de nossos associados por meio de soluções que fazem parte da gestão de risco do produtor e fazem sentido para seu negócio”, finaliza Brisola.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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