Rede curitibana de cafeterias surpreende mercado e atinge 88 franqueadas em pouco mais de 8 meses

Rede curitibana de cafeterias surpreende mercado e atinge 88 franqueadas em pouco mais de 8 meses

Considerado o maior produtor e exportador de café do globo, o Brasil é o segundo país do mundo no consumo da bebida, atrás apenas dos Estados Unidos. Com a alta demanda, um novo modelo de cafeteria, o de café “to go”, ganhou força na cidade de Curitiba e está se espalhando por todo o país. A rede Mais1 – Café, grande fenômeno e referência do segmento, nasceu na capital paranaense, em dezembro de 2019, e já conta com 88 franquias comercializadas nas cinco regiões do país. Só no último mês de julho foram 48 novas unidades.

A projeção da companhia, considerada a maior rede de cafés “to go” do Brasil e provavelmente a rede de franquias que mais cresceu no país em 2020, é chegar a 100 lojas em todo o território nacional neste mês de agosto. A projeção da marca é atingir um faturamento de R$ 30 milhões até o final de 2021.

De acordo com o sócio fundador e diretor de marketing da Mais1 – Café, Gare Marques, ao contrário de outras companhias, o modelo de negócio da empresa surgiu para ser franqueado e não conta com lojas próprias. “É bem diferente de quem fez um estabelecimento funcionar e gostaria de replicar. Às vezes, funciona para ele, mas não para os demais”, destaca.

Aspectos da expansão

Essa expansão audaciosa planejada e colocada em prática neste ano de 2020, mesmo durante a pandemia, se baseia em quatro aspectos: a praticidade do formato, com lojas entre 12 e 20 m2; um plano de negócio voltado para o franqueado; a possibilidade de administrar o negócio de forma simples, mesclando com um outro emprego ou empreendimento; e a queda da taxa básica de juros, que fez com que muitos brasileiros buscassem investimentos fora do mercado financeiro.

“Nosso projeto encanta pela tendência de praticidade. Além disso, foi desenhado para o franqueado, de modo a simplificar a forma de operar, retirando o pagamento em dinheiro, automatizando tudo e limitando o número de funcionários em um espaço enxuto. Dessa forma, o franqueado não precisa sair da sua profissão, tendo um segundo negócio”, explica Marques, também sócio da PDMG, empresa que administra as franquias Sniper Airsoft, The Door Burguer e Novo de novo, ao lado de Alan Parise, Hilston Guerin e Vinicius Delatorre.

Conforme Marques, a pandemia não afeta as estratégias da empresa no longo prazo. “Prejudica momentaneamente, mas a longo prazo vai ser algo positivo, porque conscientizou as pessoas a consumir no formato ‘to go’, sem a necessidade de se aglomerar”, ressalta Alan Parise. Nos próximos meses, a Mais1 abrirá as portas de uma ou mais unidades em cidades como São Paulo (SP), Belo Horizonto (MG), Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Teresina (PI), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC).

Formato do negócio

Lucas Aob_-144.jpgCom investimento inferior a R$ 100 mil e um mês para implantação, o franqueado recebe o suporte na área comercial, nos treinamentos, no controle, na engenharia e arquitetura do ponto comercial, no marketing. “Nossa estimativa é que o payback esteja em torno de 15 meses. A expectativa é de que cada unidade fature em torno de R$ 30 mil ao mês, com margem de lucro que varia de 15% a 20% para o franqueado”, ressalta Vinicius Delatorre.

Com cardápio enxuto – cinco opções de drinks frios com café, três de drinks quentes, duas bebidas quentes sem café e três cafés quentes, além de uma pequena variedade de salgados, doces e cafés moídos –, a empresa selecionou um café produzido na região da Alta Mogiana, em Minas Gerais, com processo de secagem natural, notas de chocolate, encorpado e levemente cítrico. O café utilizado pela rede é produzido pela fazenda ganhadora do prêmio de melhor café do Brasil em 2019.

Mercado de franquias

Estudo da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostra que, em 2019, o segmento faturou R$ 186 bilhões, crescimento de 6,8% referente ao ano anterior. O setor respondeu por aproximadamente 1,3 milhão de empregos, um aumento de 4,6% no ano passado. Para 2020, a projeção da entidade era de um aumento de 8% no faturamento e de 6% nos empregos. No primeiro trimestre de 2020, o setor teve crescimento de 0,2% em relação ao mesmo período de 2019. No entanto, a entidade mostra que metade das redes teve impacto superior a 25% em seus resultados em decorrência do início da quarentena, iniciada na segunda quinzena de março.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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