Venda de imóveis residenciais usados tem o terceiro melhor mês desde agosto de 2018
O mercado imobiliário curitibano está em um momento de retomada de crescimento, em parte alavancado pela oferta de crédito. Os dados da última pesquisa do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar) – pertencente ao Sistema Secovi-PR – mostram um aumento de 6,5% na estimativa de negociações de imóveis residenciais usados em Curitiba, na comparação com julho de 2019.
“Os imóveis vendidos nesse mês ainda têm um ticket médio [valor] 10% superior ao que foi apurado pela pesquisa de junho”, comenta o presidente do Inpespar e vice-presidente de Economia e Estatística do Secovi-PR, Jean Michel Galiano.
Queda na oferta
A pesquisa de julho revela, também, o menor nível de oferta de residenciais usados à venda desde agosto de 2017: 23,7 mil imóveis. “Estamos vivemos um momento diferente e a lei de oferta e procura pode ocasionar na oscilação dos preços em um futuro próximo”, analisa o vice-presidente de Comercialização Imobiliária do Secovi-PR, Luciano Tomazini.
Outro dado interessante é relacionado à mudança do comportamento de consumo: mais de 71% das compras destes imóveis se deu por meio de financiamento. A média dos três últimos meses, comparada com os anos anteriores, evidencia ainda mais o momento: Em 2020, o percentual de negociações que utilizaram financiamento foi de 68%, enquanto em 2019 foi de 56% e em 2018 de 46%.
Crédito imobiliário
“Esse é o reflexo do tímido aumento de crédito imobiliário à disposição e, tendo isso em mente, podemos reafirmar que há muito espaço para crescer nesse sentido, pois o país ainda tem um déficit habitacional de 8 milhões de residências e o nível de crédito imobiliário no país não ultrapassa o percentual comparativo de 10% do valor do PIB, enquanto em outros países em desenvolvimento esse percentual está na casa dos 20% e, em países desenvolvidos, ultrapassa 80% do valor”, reforça Tomazini.
Terrenos prosseguem atrativos
Os números referentes à venda de terrenos apontam para um aquecimento de toda essa cadeia produtiva. A estimativa de terrenos negociados na pesquisa de julho foi de 137 unidades, o que representa um aumento de 19,1% em relação ao mês anterior.
“Para ter um recorte ainda mais fiel ao período, podemos comparar a média dos últimos três meses deste ano com o mesmo período dos anos anteriores. Ainda assim, temos um crescimento no período da ordem de 16,5% na comparação com 2019, e de 58%, em relação a 2018”, reafirma Galiano.


