Na mentoria corporativa, escolha de profissional experiente é crucial

Na mentoria corporativa, escolha de profissional experiente é crucial

Entre as várias técnicas de desenvolvimento de pessoas, a mentoria corporativa se destaca por permitir que, num curto espaço de tempo, profissionais adquiram o conhecimento necessário a uma nova etapa da carreira a partir da experiência de outra pessoa com mais quilômetros rodados na estrada corporativa.

Uma mentoria que habilite novos voos, no entanto, depende de uma série de fatores. Entre eles a clareza sobre os desafios a serem enfrentados, o comprometimento de mentor e mentorado com o processo e, sobretudo, a correta escolha do mentor, necessariamente alguém mais experiente que o mentorado no desafio a ser superado.

Boa bagagem

leticia rodrigues“O importante é que o mentor tenha bagagem, casca grossa em vivências que o mentorado precisa trabalhar. No caso de um mentorado prestes a ser transferido para outro país, o mentor precisa ser alguém que passou pela mesma situação. Também precisa ser uma pessoa admirada pelo mentorado”, pontua Letícia Rodrigues (foto), sócia-fundadora da consultoria Tree Diversidade.

Ela explica que, diferente do coaching, em que o profissional adquire competências com a intervenção de um especialista, ou da terapia, que trabalha características psicológicas com a ajuda de um psicólogo, a mentoria envolve a troca de experiências em encontros regulares ou pontuais, com duração máxima de dez meses a um ano. A periodicidade ideal depende do objetivo a ser atingido, mas é importante haver regularidade e tempo entre as reuniões para o mentorado refletir, absorver o diálogo e transformá-lo em ações.

Papéis definidos

Nos encontros há papéis definidos. O do mentor é compartilhar vivências boas e ruins, trazer reflexões e provocações ao mentorado, numa conversa que precisa ter um roteiro estruturado, além de disponibilidade e empatia. A estruturação da conversa é importante para que a mentoria não se transforme numa “conversa de cafezinho”. Já ao mentorado cabe ter clareza sobre seu desafio e transformar a mentoria em iniciativas, inspiradas ou não na experiência compartilhada.

Letícia Rodrigues ressalta que o mentor não precisa ser da mesma área que o mentorado, ter experiência anterior em mentoria, nem mesmo ser considerado um modelo de sucesso. “Se o objetivo é desenvolver habilidades comerciais, o mentor não precisa ser da área de vendas, mas precisa ter vivência comercial, ainda que vendendo projetos internos”, diz.

O autoconhecimento do mentorado e um objetivo claro são fundamentais. A consultora da Tree Diversidade afirma que um bom ponto de partida para identificar os temas da mentoria são as avaliações de desempenho, de potencial e, desejavelmente, o assessment de carreira que revela características comportamentais. “Tudo isso vira insumo para o profissional decidir, inclusive, se a mentoria é a ferramenta mais adequada”, ressalta Letícia Rodrigues.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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