Setores de ótica e jóias de prata buscam justificativas para a demanda reprimida
Enquanto a maioria setores do comércio e indústria comemora o crescimento das vendas, este ano, outros buscam explicações para a demanda reprimida. በo caso dos segmentos de óticas e jóias de prata. Eu fui procurada por um grupo de empresários, inclusive do interior do estado, que busca uma explicação para o desempenho negativo destes ramos. De acordo com os últimos dados da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), as vendas das óticas caíram 9,4% em abril em relação a março e no acumulado do ano os negócios não apresentam evolução. Já a Fecomércio e o IBGE não pesquisam o comportamento das vendas de joias.
O economista da Fecomércio, Vamberto Santana, me explicou que a retração das vendas das óticas tem três justificativas. A primeira é que este setor vem enfrentando a forte concorrência de produtos piratas. A segunda é o fator clima, pois os produtos do ramo ótico têm maior demanda no verão. Já a terceira justificativa, que é a mais preocupante, é o comprometimento da renda da população.
በque com os estímulos da redução do IPI para automóveis, eletrodomésticos, móveis e materiais de construção muitos consumidores assumiram compromissos, inclusive antecipando compras destes setores e deixaram para depois a aquisição de óculos, jóias, relógios e demais produtos considerados supérfluos. Estes setores não devem reagir tão cedo, admite o economista da Fecomércio, tendo em vista que a renda dos consumidores que optaram pela compra de bens duráveis nos últimos meses está comprometida por pelo menos de dois a três anos. Portanto, os empresários dos setores afetados devem trabalhar com muita cautela.Â








