Centros de formação e investimento público são os maiores desafios apontados na pesquisa da Amcham
Um dos mais importantes gargalos para a competitividade do Brasil, a escassez de mão de obra técnica coloca uma série de desafios a serem enfrentados. Segundo pesquisa realizada pela Amcham junto a seus associados com o apoio do Ibope, os principais deles estão relacionados á expansão dos centros de formação acompanhando o nível de crescimento econômico, ampliação dos investimentos públicos, dispersão territorial do mercado de trabalho e viabilização de modelos de parceria público-privada, sendo os dois primeiros os maiores – para 30% e 28% dos entrevistados, respectivamente.
No que toca especificamente á esfera corporativa, as questões mais prementes a serem superadas nos próximos anos são disponibilidade de mão de obra técnica adequada, treinada e qualificada; má qualidade dos formandos nas escolas e universidades brasileiras; dedicação de tempo de trabalho para formação; investimentos em programas de capacitação interna; e recursos financeiros e custos de formação.
Já quanto ao papel do governo, o que o empresariado espera para os próximos anos são investimentos na ampliação da oferta de ensino, criação de novos centros de formação e aumento do número de vagas; fomento de parceria e intercá¢mbio entre unidades de ensino e iniciativa privada; valorização da educação básica, combate á evasão e melhora da qualidade; descentralização de escolas técnicas; e elevação do nível da educação, melhorando a qualidade dos cursos técnicos.
O estudo foi apresentado nesta quarta-feira (9) na Amcham-São Paulo no seminário Qualificação de mão de obra como fator vital da competitividadeâ€, primeira etapa do projeto Competitividade Brasil – Custos de Transação†da Amcham, que debaterá os pontos mais cíticos para um desenvolvimento sustentado do Brasil e proporá caminhos para superá-los. Para a sondagem, foram ouvidos 121 altos executivos de companhias dos mais variados setores e portes localizadas em dez cidades do País entre os dias 28/04 e 17/05.
A falta de mão de obra qualificada no Brasil hoje é tal que, além de ter dificuldade para preencher vagas em aberto, as empresas precisam investir maciçamente na capacitação daqueles que compõem seus quadros. Segundo o estudo da Amcham, 76% das companhias conduzem programas de treinamento interno, 60% subsidiam cursos externos para seus funcionários e 40% desenvolvem parcerias com instituições acadêmicas. O estudo indica uma retomada dos investimentos corporativos em treinamentos. Durante o auge da crise global eles haviam sofrido um resfriamento e agora voltam a ser prioridade, tamanha a falta de mão de obra qualificada sentida no mercado, comentou Gabriel Rico, CEO da Amcham.








