Para C-levels de RH, liderança humanizada não deve ser mais diferencial no mundo corporativo

Para C-levels de RH, liderança humanizada não deve ser mais diferencial no mundo corporativo
Team of business people stacking hands

Em um cenário de alta pressão por resultados e aumento dos casos de ansiedade e burnout no ambiente corporativo, lideranças precisam ser empáticas e preparadas para lidar com pessoas

A liderança humanizada deixou de ser uma tendência do futuro para se tornar uma necessidade concreta atualmente dentro das organizações. Em um ambiente corporativo cada vez mais exigente, marcado por metas agressivas, excesso de estímulos e aumento dos casos de ansiedade e burnout, a forma como gestores conduzem suas equipes passou a ter impacto direto não apenas nos resultados, mas também na sustentabilidade dos negócios.

Para C-levels de Recursos Humanos, o tema já não pode mais ser tratado como um diferencial competitivo, mas como um pilar estruturante da cultura organizacional. A capacidade de liderar com empatia, promover segurança psicológica e reconhecer sinais de desgaste emocional nas equipes tornou-se uma competência essencial para gestores em todos os níveis.

Essa mudança reflete uma transformação mais ampla na forma como as empresas enxergam o bem-estar no trabalho. Se antes o cuidado com as pessoas estava restrito a iniciativas pontuais, hoje ele precisa estar incorporado na rotina, nos processos e, principalmente, na liderança.

“A liderança tem um impacto direto e contínuo na experiência do colaborador. Quando bem preparada, ela consegue equilibrar a entrega de resultados com a construção de um ambiente saudável, onde as pessoas se sentem respeitadas, seguras e engajadas”, afirma Alba Eiras, diretora de Pessoas e Comunicação da Lundbeck Brasil.

A executiva destaca que organizações que avançam nesse tema tendem a observar ganhos consistentes em engajamento, retenção e produtividade. “Não se trata de reduzir a exigência por resultados, mas de mudar a forma como eles são alcançados. Lideranças mais conscientes criam ambientes mais sustentáveis, inclusive sob pressão.”

Como exemplo prático, Alba aponta a experiência da própria Lundbeck, que tem iniciativas voltadas ao bem-estar de forma integrada à cultura da empresa. “Na Lundbeck, trabalhamos o cuidado com as pessoas de forma ampla, com ações que vão desde flexibilidade e qualidade de vida até programas de desenvolvimento de lideranças mais preparadas para lidar com o contexto atual. Não é sobre uma ação isolada, mas sobre um conjunto de práticas que sustentam o dia a dia das equipes”, explica.

Segundo ela, esse tipo de abordagem tem impacto direto na forma como os colaboradores se relacionam com o trabalho e com a própria organização. “Quando a empresa cria condições reais para o bem-estar, isso se reflete em mais engajamento, senso de pertencimento e consistência nos resultados.”

Para especialistas e estudiosos do segmento, a esperança é que a liderança humanizada avance ainda mais nas agendas corporativas, impulsionada tanto pelas demandas das novas gerações quanto pela necessidade das empresas de construir ambientes mais resilientes, capazes de sustentar desempenho sem comprometer a saúde das pessoas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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