TIM analisa resultados e desafios do trabalho em home office

Empresas que adotaram o chamado home office desde o último mês de março, devido a pandemia de Covid-19, se preparam para fazer retomada do trabalho presencial, seja parcialmente ou em sua totalidade nos próximos meses.
Antes de fazer essa movimentação, algumas companhias têm ouvido seus colaboradores para poder ter maior assertividade nesta etapa. A Operadora TIM, por exemplo, ouviu 5 mil de seus 7,5 mil colaboradores em todo o Brasil. O levantamento mostra que 98% dos funcionários querem atuar de casa pelo menos uma vez por semana, mesmo em um cenário de normalidade; 90% adotariam a modalidade duas vezes por semana ou mais.
Produtividade
A TIM também avaliou como está a entrega dos resultados. A pesquisa interna revela uma melhora significativa na execução das atividades, fluxo de trabalho e planejamento das tarefas. Mesmo com o distanciamento social, as interações com a equipe direta são consideradas boas ou ótimas por 78%, assim como a disponibilidade da liderança imediata (90%).
Qualidade de vida é destaque, com o fim das horas perdidas em engarrafamentos, economia, mais segurança, proximidade com a família e possibilidade de inserir outras atividades na rotina. O estudo é base para o plano de retomada das atividades presenciais na TIM no último quadrimestre 2020.
Desafios do home office
Especialistas contudo se mostram cautelosos sobre a permanência do trabalho a distância no pós-pandemia. “Do jeito que foi durante a pandemia, dificilmente”, crava a coordenadora do curso de Gestão de Pessoas da Estácio Curitiba, Jocely Burda.
Para ela, que atua há mais de 25 anos no mundo corporativo, trabalhar em casa, apesar de ser uma realidade hoje, ainda tem um grande caminho a ser percorrido até que se se consolide como algo natural para as empresas.
Entre os desafios, segundo a coordenadora, está a legislação, citando a medida provisória 927 que perdeu validade no último mês de julho, a cultura empresarial brasileira que ainda precisará passar por adaptação e a maturidade dos próprios profissionais na entrega de resultados a distância. Tudo isso tende a se acomodar em um patamar em que haverá atividades passíveis de serem desenvolvidas remotamente e aquelas que realmente necessitam do indivíduo presencialmente.








