Unimed critica reajuste uniforme dos planos de saúde

Novamente, o reajuste dos planos de saúde foi feito aleatória e uniformemente, e não levou em conta que cada operadora tem sua planilha de custos e que a inflação do setor é muito superior á quela que se baseia na cesta básica e em outros produtos similares.” A avaliação é do presidente da Unimed do Brasil, Eudes de Freitas Aquino (foto), sobre o índice de 6,73% autorizado pela Aência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), para reajuste das mensalidades dos planos de saúde.

O presidente da Unimed do Brasil defende que a ANS implante o quanto antes o critério de reajuste diferenciado para as operadoras que tenham melhor desempenho, conforme estudos em andamento na Aência. A Unimed também vem participando de reuniões com entidades do setor de saúde suplementar, que reivindicam alguns pontos em comum, como a contrapartida financeira para o impacto gerado pela RN 211, em vigor desde o dia 7 de junho.

Para Aquino, este rol acrescenta á  cobertura mínima procedimentos sofisticados e caros, vários deles relacionados a doenças oncológicas, como o exame PET SCAN e a biópsia de tumor do mediastino por vídeo, mas as operadoras não serão ressarcidas por estes custos adicionais, pelo menos até o reajuste de 2011. Ele argumenta que as operadoras reconhecem a importá¢ncia dos novos procedimentos, mas são empresas ou cooperativas que têm de equilibrar o ingresso de recursos com os custos de atendimento (sinistralidade). A cada novo reajuste que não considera nossos custos e as diferenças entre as operadoras e seus mercados, aumenta a sinistralidade, o que é um risco para toda a saúde suplementar nacional, responsável pelo atendimento de mais de 40 milhões de brasileiros”, afirma.
 
O índice de reajuste que passa a vigorar a partir de agora será aplicado ao longo de 12 meses, devendo ser observada a data de aniversário do contrato do beneficiário. O percentual vale para os planos individuais/familiares, com cobertura médico-hospitalar, celebrados a partir de 1999, ou adaptados á  regulamentação da Lei nº 9.656, que concentram cerca de 6,5 milhões de clientes.

Soma

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