A marca de sua empresa está registrada? Ela pode estar em risco na pandemia

A marca de sua empresa está registrada? Ela pode estar em risco na pandemia
A pandemia da Covid-19 trouxe impactos de diferentes naturezas a pessoas e empresas, alcançando automaticamente os diversos produtos em circulação no mercado. Ponto relevante é que muitas marcas pararam momentaneamente de circular em função da crise e isso representa em um risco.

A sócia da Bicudo e Sborgia Marcas e Patentes, Rosa Sborgia explica que segundo a Legislação da Propriedade Industrial, “a empresa titular de registro de marca tem o dever de pleitear sobre a manutenção de provas de uso visando manter a respectiva marca ativa e evitar pedidos de uso por terceiros interessados. Lembrando que o registro de marca se trata de um monopólio concedido pelo Estado”.

Desta forma, com a redução da atividade econômica brasileira desde março até os dias atuais, as empresas deixaram de vender produtos, não emitindo faturas fiscais pela ausência de circulação de mercadorias, afetando automaticamente a manutenção de provas de uso das suas marcas.

O interesse de terceiros a marcas reconhecidas no mercado é prática tradicional, sendo que a mesma Legislação permite que estes terceiros peçam pedidos de caducidades sobre registros de marcas não exploradas no mercado, seja por um longo ou curto período. Por decorrência, o seu titular deverá apresentar provas de uso da marca na forma como está registrada e para a exata linha de produtos enquadrada na classe contida no respectivo registro marcário, em um período ininterrupto dos últimos 5 (cinco) anos a contar da data da publicação realizada pelo INPI.

Rosa Sborgia explica que, em regra, na ausência de apresentação de provas de uso, o registro é declarado caduco, perdendo a empresa titular, os direitos exclusivos do registro em questão.

Ao mesmo tempo, tendo ocorrido período pontual de ausência de prova de uso, seja por força maior ou caso fortuito, a empresa titular poderá alegar esta situação externa de impossibilidade comercial daquele produto com a sua respectiva marca, justificando o motivo pela qual não tenha provas de uso regular durante um período pontual.

Desta forma, enquanto a empresa titular da marca é obrigada a usá-la e explorá-la continuamente visando a manutenção da sua proteção, ocorrendo qualquer situação externa que provoque a redução das operações comerciais com determinada marca, desde que justificável.

Assim, a pandemia do Covid-19 com isolamento social trata-se de uma situação casual na qual a empresa ficou impossibilitada de manter a sua operação comercial normal -, cuja ocorrência caracteriza motivo justificável para tornar-se isenta das apresentações destas provas de uso pelo período restritivo comercial.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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