Quase 60% das pequenas empresas contam com a ajuda de freelancers para se reinventar na pandemia

Quase 60% das pequenas empresas contam com a ajuda de freelancers para se reinventar na pandemia
Com a pandemia causada pelo coronavírus, apesar de 80% das empresas terem conseguido continuar comercializando seus produtos e serviços, a maioria delas viu as vendas despencarem – uma queda que chegou a 49,3%, segundo dados de um estudo feito entre abril e maio deste ano pela Workana , maior plataforma que conecta freelancers a empresas da América Latina.
 
Sobre o impacto da Covid-19 no mercado, a pesquisa – para a qual foram entrevistados freelancers, CLTs, empreendedores e líderes de pequenas e médias empresas – revelou ainda que, no início do isolamento social, 68,2% das empresas congelaram as contratações para se concentrar na adaptação do home office, e nos cuidados com os funcionários.

Desafio à retomada

Falando nesta adaptação de processos de trabalho ao universo digital, os dados mostram que, para a maioria das organizações, ela aconteceu de uma forma tranquila, visto que 57,9% consideraram a readequação fácil, e 33,3% acharam mediana.
 
Mas passada essa fase, o desafio se voltou à retomada dos negócios e das vendas, principalmente da parte dos pequenos empresários e empreendedores que, às pressas, tiveram que traçar em novas estratégias e focar na digitalização. 67,8% deles afirmaram precisar desenvolver soluções para gerar ou ampliar as vendas online.
 
Com isso, foram os empreendedores e pequenos empresários que mais movimentaram o mercado. Para tornar a digitalização viável de maneira ágil, a maioria deles, 58,6%, contrataram freelancers, enquanto apenas 34,5% optaram por deixar essa missão nas mãos de funcionários da própria empresa.

Prioridades

Dentre as soluções desenvolvidas pelos profissionais independentes contratados, as consideradas prioridade por esses donos de empresas estavam: Gestão de redes sociais, para 22,7%; Vendas por whatsapp, 20,3%; Criação de um site, 15%; E suporte online ao cliente, considerado fundamental por 13% dos respondentes.

Para Daniel Schwebel, country manager da Workana no Brasil, essa urgência de estar em um ambiente digital escancarou a várias empresas as inúmeras possibilidades que a internet oferece, indo do trabalho remoto – que pode poupar tempo e dinheiro e trazer mais qualidade de vida aos colaboradores -, à digitalização dos negócios.
 
“Muitos aproveitaram o momento para investir na abertura de novos canais de marketing, com a intenção de seguir com as vendas pela internet no futuro”, afirma o especialista.

Empresas de médio e grande porte

No caso das empresas de médio e grande porte, apesar delas terem congelado suas contratações, antes da pandemia já contavam com o trabalho de freelancers para projetos específicos, e apenas mantiveram algo que já praticavam, que é ter freelancers atuando em parceria com as equipes internas como recurso ágil para solucionar problemas ou acelerar projetos. 
 
Não à toa, 52,6% das empresas afirmaram que estavam preparadas para operar remotamente porque tinham ferramentas e sistemas para isso, ou se adaptaram rapidamente – que é o caso de 22,8% que se adaptaram em menos de 10 dias.
 
“As empresas de médio e grande porte já estavam no ambiente online, até porque muitas não têm escritório só no Brasil. e algumas já faziam com que algumas de suas equipes trabalhassem à distância. Por isso, acabaram concentrando grande parte de seus esforços na readequação das equipes, na reconfiguração da forma de trabalhar, mudança de gestão e liderança, o que fez com que a maioria das contratações de freelancers neste período se desse por parte dos micro e pequenos que precisavam se digitalizar”, explica Schwebel.
 
Para ele, “o interessante é ver que agora estamos em um cenário no qual todas as empresas entraram em sinergia quanto à praticidade que é poder contar com profissionais independentes para tocar e alavancar seus projetos”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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