Indústria de Telecom sofre com falta de insumos

Indústria de Telecom sofre com falta de insumos

Além de ter que conviver com uma nova doença, o ano de 2020 também se mostra desafiador pelas consequências econômicas que impactam os setores produtivos. No momento, a principal delas é a escassez de insumos indústrias e aumento dos preços.

Alguns economistas acusam o desabastecimento como resultado do desequilíbrio causado pelo fechamento do comércio, principalmente em abril e maio, que acabou cancelando pedidos com a indústria, e por sua vez a indústria que cancelou pedidos de insumos. Com a retomada da atividade econômica, o que vemos hoje é um efeito cascata em que as encomendas canceladas se acumularam às novas encomendas, impactando a produtividade do setor industrial.

A indústria eletroeletrônica está sentindo falta, neste momento, de materiais plásticos para produção e papelão para as embalagens. Segundo levantamento do CRU Group, Abinee, Euromonitor International e Gartner junto às empresas, as matérias-primas que mais faltam são materiais plásticos (56%), cobre (56%), papelão (44%), componentes eletrônicos da Ásia (35%), latão (30%), aço carbono (26%), alumínio (23%), componentes eletrônicos de outras origens (16%) e aço silício (12%).

Um exemplo é a Fibracem, indústria paranaense referência no segmento de comunicação óptica, que informou seus distribuidores acerca desse momento de ajustes nos prazos de produção em decorrência do desabastecimento da cadeia produtiva dos setores de polímeros, papel e celulose e chapas metálicas.

“Assim como as demais indústrias, sentimos uma redução da demanda no início da pandemia que provocou ajuste em nossa produção e redução nos estoques de matéria-prima. Veio então, felizmente, a retomada da atividade econômica, mas agora vivemos um descompasso entre a oferta e a procura”, explica Eryck Ribeiro El-Jaick, COO da Fibracem.

Outros fatores

O executivo lembra de outro efeito dos gargalos impostos pela pandemia, a alta flutuação do câmbio, causando incerteza no mercado nesse período.

“Por enquanto é difícil o mercado prever quando será a retomada da normalidade no abastecimento, até porque depende do segmento de atuação. Os mais otimistas preveem que seja normalizado até março de 2021, mas vai depender da pandemia também. Por enquanto o que temos de certeza é que quem importa insumos está mais atento às alterações cambiais, à espera de um câmbio favorável”, explica El-Jaick, da Fibracem.

Ele afirma que os pedidos feitos estão sendo honrados e que “os esforços são para, mesmo com o aumento dos custos de produção, atender as solicitações dos produtos no menor prazo, e com o menor repasse de preços possíveis”. A empresa prioriza o diálogo com seus clientes nesse momento.

Otimismo

Mesmo com as adversidades o mercado óptico local está bem aquecido. “O Brasil apresentou ampliação de infraestrutura em 2018 e 2019, mas como é um enorme território ainda há muito a expandir. Devemos fechar 2020 com crescimento menor, e 2021 será melhor por todos os investimentos que não cessaram mesmo neste ano de crise”, prevê El-Jaick.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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