Novos investimentos no mercado esportivo vão além da bola no fundo da rede

Novos investimentos no mercado esportivo vão além da bola no fundo da rede
Quando se olha para o mercado esportivo e do entretenimento na Europa ou EUA, é possível notar de longe a valorização que essa indústria possui – basta uma comparação simples entre a Champions League e a Libertadores, por exemplo, dentro deste que é um dos esportes mais amados no mundo. O mesmo “glamour” não se vê por aqui. Mas, por que? O que faz com que sejam tão diferentes, apesar das paixões do público serem as mesmas?

“O Brasil carece de uma visão de negócios aplicada a gestão de paixões e comunidades, de modo que falta trabalhar o esporte como produto diretamente conectado ao entretenimento. A razão pela qual as grandes marcas se afastaram do mercado esportivo é porque não existe gestão apurada, pois falta entendimento sobre quem é o consumidor, e porque no fim do dia o esporte brasileiro é mal gerido. Não existe um compromisso com a gestão financeira, de negócios, e sim apenas com o resultado esportivo de curto-prazo”, analisa Pedro Oliveira, cofundador da OutField Consulting , uma consultoria focada nos negócios do esporte e do entretenimento.

Novas formas de investir

Inclusive, foi com o propósito de mudar este cenário que surgiu a empresa, apresentando novas formas de se investir no mercado. Afinal, existem diversas possibilidades que vão muito além da venda de patrocínios e da compra de ingressos com descontos para sócios torcedores.

O primeiro ponto é tirar a venda dos olhos para a inovação. Assim como em tantos outros segmentos, a tecnologia está aí não para encarecer os preços de mercado, mas sim, para criar valor para a indústria, ou seja, trazer melhorias na gestão de clubes, eventos, saúde de atletas, serviços e entrega do produto final para o consumidor.
 
“Muitas empresas não sabem ou não acreditam que mesmo não fazendo parte do universo esportivo, podem estar inseridas nele conquistando grandes resultados, por meio de um planejamento estratégico de comunicação e inteligência de mercado. Todos podem se beneficiar”, analisa Oliveira.
 
Para desmistificar e mostrar que a “marginalização” do esporte pode ser desfeita, o especialista compara o torcedor ou o consumidor de entretenimento com um cliente: mesmo que ele tenha uma experiência ruim, é o único dentre tantos outros segmentos que continuam retornando. Ou seja, há uma grande oportunidade de ação que vem sendo desperdiçada.

A exemplo do futebol, muitos clubes estão começando a enxergar estes novos caminhos. A própria pandemia que interrompeu as atividades esportivas e exigiu portões fechados fez com que fossem pensadas novas formas de engajamento do público.

Práticas de boa gestão

A OutField tem sido responsável por esse novo vislumbre, do incremento da receita orgânica com práticas de boas gestão, planos de negócios, captação de recursos e foco na implementação, conseguindo não apenas patrocinadores, mas também empresas dispostas a investirem em tecnologia e inovação, crescendo juntos em grandes parcerias que gerem valor pra indústria. Além disso, trouxe consigo uma visão para fan engagement e direct to consumer, onde todos passam a ver o potencial de seus consumidores em diferentes tipos de plataformas e ações.

Por conta dessas relações, eles também enxergaram a necessidade de trazer um fundo de investimentos, a OutField Capital, fundada em agosto, com o propósito de promover a tecnologia no esporte, investindo e atuando lado a lado com empresas e empreendedores que tenham impacto direto na evolução estrutural dessa indústria. O fundo busca investir em até 6 empresas e tem foco em três áreas principais: fan engagement, mídia e performance.
 
“Vamos seguir inovando e fazendo diferente no esporte. As startups precisam não apenas de investimento, mas de aceleração e foco em implementação para alçarem voos mais altos. Somos esse ativo, investindo mas também acelerando a operação com nossa expertise, vivência e base de relacionamentos na indústria”, afirma Lucas de Paula, cofundador da OutField.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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