86% dos profissionais da música tiveram perdas durante pandemia

Que a pandemia afetou o mercado musical de uma forma quase cataclísmica já está bastante claro. Assim como o fato de que, quaisquer que sejam as dificuldades, a música continuará a ser um porto-seguro para tantos criadores do Brasil. O que faz a Pesquisa Músicos e Pandemia, uma inédita Parceria da UBC com o cRio, o think tank da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), é traduzir essas verdades em números.
Sentiram no bolso a paralisia do mercado 86% dos 883 músicos, compositores, intérpretes, produtores e outros profissionais da música que responderam ao questionário e representam, com margem de erro de cinco pontos, o universo musical nacional. E um número similar, 83%, não pretende abandonar sua carreira.
O perfil desses profissionais, condizente com a média nacional, é majoritariamente de homens (85%), de 31 a 50 anos (52%) e com ensino médio (29%) ou superior (28%). Instrumentistas, cantores e compositores são os profissionais mais comuns da cadeia produtiva, e a faixa de renda mínima que eles disseram necessitar para se manter varia, sobretudo, entre R﹩ 2 mil (24%) e R﹩ 3 mil (20%). Entre todos, 56% trabalham unicamente com a música, preocupantes 30% disseram ter perdido toda a sua renda durante a pandemia, e 56% disseram não ter qualquer renda (ou só 10%) oriunda de apresentações ao vivo durante a pandemia.
Sentiram no bolso a paralisia do mercado 86% dos 883 músicos, compositores, intérpretes, produtores e outros profissionais da música que responderam ao questionário e representam, com margem de erro de cinco pontos, o universo musical nacional.
O perfil desses profissionais condiz com a média dos associados da UBC:
As carreiras mais prejudicadas pela pandemia foram as de instrumentistas (49%), intérpretes (49%) e compositores (35%), seguidas por produtores fonográficos (25%) e, em menor medida, arranjadores, professores de música, empresários, empregados de editoras e selos e roadies.
Sobre a faixa de renda mínima para sobreviver, as pessoas que responderam à pesquisa disseram, majoritariamente, que precisam de entre R﹩ 2 mil (24%) e R﹩ 3 mil (20%) mensais.
Entre todos,
• 56% trabalham unicamente com a música;
• preocupantes 30% disseram ter perdido toda a sua renda durante a pandemia:
• e 56% disseram não ter qualquer renda (ou só 10% da renda) oriunda de apresentações ao vivo desde que a pandemia começou.
• 56% trabalham unicamente com a música;
• preocupantes 30% disseram ter perdido toda a sua renda durante a pandemia:
• e 56% disseram não ter qualquer renda (ou só 10% da renda) oriunda de apresentações ao vivo desde que a pandemia começou.
Um dado esperançoso: entre os que disseram que diversificarão suas áreas de atuação sem deixar a música (53%) e os que a manterão como sua única fonte de renda (30%), a esmagadora e resiliente maioria de 83% garantiu que seguirá na área. Mas 15% pretendem diminuir a atuação na música e abraçar outras áreas paralelamente.
“Isso casa com os 33% que já tinham outra atividade fora da música antes da pandemia. As pessoas que se enveredam por essa difícil escolha da música como profissão têm, sobretudo, um grande amor pela arte. Enfrentam as dificuldades, não conseguem se manter totalmente com ela, mas não desistem”, analisa Giovani Marangoni, coordenador da pesquisa.








