Governo do Paraná volta atrás e não vai mais elevar ICMS sobre refrigerantes e cervejas sem álcool

Governo do Paraná volta atrás e não vai mais elevar ICMS sobre refrigerantes e cervejas sem álcool

O Governo do Paraná desistiu de elevar de 18% para 29% o Imposto Sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) para refrigerantes, bebidas gaseificadas e cerveja sem álcool.  Após pressão da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras), além de bares e restaurantes, que apontaram o risco de desemprego no setor, em especial nas pequenas fábricas, o líder do governo na Casa, deputado Hussein Bakri (PSD), anunciou a retirada da proposta da pauta de votação.

O projeto foi enviado ao Legislativo, na última quarta-feira (25), e corria o risco de tramitar em caráter de urgência. A proposta previa elevar alíquota de ICMS sobre refrigerantes e similares, equiparando-a a bebidas consideradas alcoólicas, de 18% para 29%. Segundo o governo, a medida visava compensar perdas de arrecadação, cujo déficit previsto para 2021 chega a R$ 3 bilhões e que foram agravadas pela pandemia da Covid-19.

Em todo o Estado, o aumento da alíquota do ICMS iria provocar fechamento de diversas indústrias regionais de refrigerantes, empresas verdadeiramente paranaenses. Esses fechamentos provocariam a demissão de mais de 2.000 pessoas empregadas diretamente por essas empresas e de mais de 20.000 pessoas empregadas indiretamente, segundo a Afrebras, que é presidida por Fernando Rodrigues de Bairros e representa mais de 100 fábricas do setor no país.

Mobilização

Preocupadas com a elevação do ICMS, várias indústrias paranaenses, associadas à Afrebras criticaram o projeto de lei. De acordo com produtores de bebidas, caso a medida entrasse em vigor, empresas regionais teriam de fechar as portas, por, segundo eles, ser inviável o alto percentual a ser tributado, acarretando em uma imensa onda de desemprego no Estado.

“Sou totalmente contra o aumento da alíquota, que, na verdade, deveria ser reduzida em vez de aumentar praticamente 50%, na prática”, afirmou o gerente financeiro da fábrica Bebidas Rio Branco, Fábio Oliveira, 35. A indústria, que fica em Astorga, a cerca de 440 quilômetros de Curitiba, emprega 120 funcionários com carteira assinada e tem centenas de colaboradores indiretos.

Diretor da fábrica Refrigerantes Gold Scrin, Paulo Pagani alertou que o aumento do ICMS seria uma “catástrofe”. Ele ressaltou que espera estímulos governamentais para enfrentar a crise provocada pela pandemia. “O aumento da alíquota de 18% para 29% é fatal”, afirmou o empresário. “Se aprovar a proposta, vamos fechar no dia seguinte”, lamentou. Segundo ele, esse é o maior imposto que as empresas de bebidas do Paraná tem de arcar. O negócio fica em Cianorte, a 500 quilômetros de Curitiba.

Em outro manifesto contra o aumento da tributação, o gerente comercial da Cervejaria Colônia, Mauro Bernhard, apontou que, se houvesse elevação da alíquota de ICMS, o preço maior deveria ser repassado ao consumidor. Conforme explicou ele, o bolso do consumidor sentiria o efeito da proposta, caso os deputados decidissem aprová-la. A empresa está localizada em Toledo, a 540 quilômetros de Curitiba.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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