Levantamento lista desempenhos positivos e negativos de estreantes na Bolsa de Valores

Levantamento lista desempenhos positivos e negativos de estreantes na Bolsa de Valores

O emblemático ano de 2020, devido à pandemia da Covid-19, também está sendo significativo para o mercado brasileiro de IPO (sigla em inglês de Oferta Pública Inicial), abertura de capital. Até agora foram realizados 23 IPOs, fora os diversos cancelamentos, por conta da baixa demanda. Metade destas novas aberturas de capital está trazendo felicidade para seus investidores. Já a outra metade surfa no terreno negativo desde que seus papéis começaram a ser negociados na Bolsa de Valores (B3). 

O especialista Beto Assad, analista de ações e consultor financeiro para o Kinvo, aplicativo que consolida investimentos de bancos e corretoras em um só lugar, lista os cinco melhores e cinco piores desempenhos de IPOs até o fechamento de novembro. Confira:

Cinco Maiores Altas

1. Locaweb Serviços De Internet SA (LWSA3)

Preço do IPO: R$ 17,25

Valorização no ano: 283,42%

Data da estreia: 06/02/2020

A empresa de hospedagem de sites fez seu IPO no início do ano, antes da explosão da pandemia no Brasil. Sua ação foi precificada no topo da faixa indicativa inicial, fazendo a empresa estrear com valor de mercado de R$ 2,6 bilhões, aproximadamente 31 vezes o lucro esperado em 2020. Com base em seu último balanço trimestral, seu lucro por ação é de aproximadamente R$ 0,14. 

2. Sequoia Logística e Transportes SA (SEQL3)

Preço do IPO: R$ 12,40

Valorização no ano: 55,00%

Data da estreia: 07/10/2020

A oferta primária da empresa de logística Sequoia movimentou R$ 1,1 bi, sendo que os preços de suas ações saíram abaixo da faixa fixada. Este valor parece ter atraído os investidores, que foram às compras e fizeram o papel se valorizar bem no pouco tempo de vida na B3. A empresa está com prejuízo de aproximadamente R$ 0,04 por ação.

3. Pet Center Comércio e Participações (PETZ3)

Preço do IPO: R$ 13,75

Valorização no ano: 31,35%

Data da estreia: 11/09/2020

Os amantes de cães e gatos foram às compras em um IPO que movimentou R$ 3 bilhões e foi um dos maiores do ano. Quase 40 mil pessoas físicas participaram da oferta inicial, que só no seu primeiro dia de negociação subiu 21,8%. Seu lucro por ação hoje é de aproximadamente R$ 0,13.

4. Grupo de Moda Soma SA (SOMA3)

Preço do IPO: R$ 9,9

Valorização no ano: 30,40%

Data da estreia: 31/07/2020

As ações da empresa que nasceu da fusão das marcas Animale e Farm também ficaram no centro da sua faixa prevista, com movimentação de R$ 1,823 bilhão. Pelo seu último balanço, apresenta um prejuízo de R$ 0,15 por ação.

5. Lojas Quero Quero SA (LJQQ3)

Preço do IPO: R$ 12,65

Valorização no ano: 26,64%

Data da estreia: 10/08/2020

Um dos IPOs do segundo semestre, o papel estreou no dia 10 de agosto e já acumula grande valorização. A varejista de matérias de construção e artigos caseiros precificou suas ações no centro da faixa indicativa. Seu lucro por ação atual é de R$ 0,26.

Cinco Maiores Baixas

1. Moura Dubeux Engenharia SA (MDNE3)

Preço do IPO: R$ 19,00

Valorização no ano: -47,42%

Data da estreia: 12/02/2020

A construtora com base na Região Nordeste movimentou R$ 1,25 bi em seu IPO e teve seu preço exatamente no meio da faixa pretendida, que ia de R$ 17,00 a R$ 21,00. Porém, seus números parecem não agradar os investidores, que chegaram a ver suas ações desvalorizarem até 80% no auge da pandemia. Pelo seu último balanço, a companhia apresenta prejuízo de R$ 1,64 por ação.

2. D1000 Varejo Farma Participações (DMVF3)

Preço do IPO: R$ 17,00

Valorização no ano: -33,35%

Data da estreia: 10/08/2020

A dona da rede de farmácias estreou em agosto e precificou suas ações no piso de sua faixa indicativa. Com captação de R$ 460 milhões, já na primeira semana de negociação caiu aproximadamente 25%. Com base nos seus últimos resultados, a empresa teve prejuízo por ação na casa de R$ 0,01.

3. Mitre Realty Empreendimentos E Part (MTRE3)

Preço do IPO: R$ 19,30

Valorização no ano: -25,34%

Data da estreia: 05/02/2020

Com IPO no início do ano, logo antes da crise, a construtora levantou R$ 1,18 bilhão após precificar suas ações na faixa indicativa máxima. Após estrear com grande valorização, as ações passaram a cair bastante durante a crise e não conseguiram mais se recuperar. Seu lucro por ação atual é de R$ 0,30 com base nos últimos resultados.

4. Lavvi Empreendimentos Imobiliários (LAVV3)

Preço do IPO: R$ 9,50

Valorização no ano: -16,53%

Data da estreia: 02/09/2020

Mais uma empresa do setor imobiliário a estrear este ano e apresentar grande desvalorização. Sua precificação foi abaixo da faixa indicativa e levantou R$ 1 bilhão. Sua estreia foi em setembro e seu lucro atual por ação é de R$ 0,28.

5.  Enjoei Com Br Atividade de Internet (ENJU3)

Preço do IPO: R$ 10,25

Valorização no ano: -13,46%

Data da estreia: 09/11/2020

Completando a lista dos cinco piores IPOs do ano até agora está uma das operações mais recentes. O marketplace de roupas usadas precificou suas ações no limite inferior da faixa indicativa e o total movimentado foi de R$ 1,13 bilhão. Seu prejuízo por ação pelo último balanço é de R$ 0,14.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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