Fiações paranaenses travam luta contra concorrência asiática

O aumento das importações de confecções e fios da China e agora até do Camboja, Paquistão e ándia, já está se refletindo nas unidades de fiação das cooperativas paranaenses. A indústria de fiação da Coamo, de Campo Mourão, deu férias coletivas de três semanas aos seus 240 funcionários.

Na Coagel, de Goioerê, os 250 trabalhadores da fiação entrarão em férias de 14 de junho a 13 de julho. Já a unidade de fiação da Cocamar, de Maringá, não deu férias para os seus funcionários, mas parou de vender fios 100% algodão e está apostando nos fios mistos com viscose e poliéster. Como conseqá¼ência, seu estoque é hoje de 20 dias, ou seja, o dobro do normal.

Na cooperativa  Cocari, de Mandaguari, a situação é ainda pior. Os estoques de fios chegam a 45 dias e a opção foi demitir 30 funcionários. Desde o mês passado, a Cocari está desligando as máquinas no peíodo das 17 á s 21 horas, quando o preço da energia é mais alto.

A verdade é que as nossas fiações, mesmo tendo reduzido este ano os preços dos fios não conseguem competir com os importados dos países asiáticos. Por exemplo, o nosso fio de algodão usado em malhas e toalhas custava R$ 8,50 o quilo no primeiro trimestre. Agora, é vendido a R$ 7, ou seja, uma queda de 21%.  Mesmo assim, ele é 36% mais caro do que o da China ou da ándia, que é importado a R$ 4,50 o quilo.

Soma

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