Furtos prejudicam lucro das empresas
A crise mundial já atinge o otimismo do varejo e do consumidor brasileiro e as empresas iniciarão o ano de 2009 com muita cautela. O ándice de Confiança do Consumidor (ICC) medido pela Fundação Getúlio Vargas caiu 10%, atingindo o menor nível desde junho de 2006, apontando mais prudência das pessoas na hora de fazer compras e contrair dívidas. Se as previsões não são as mais positivas, é importante não descuidar da gestão de perdas, ou seja, ficar atento a tudo, que contribui para a diminuição dos lucros, principalmente, os furtos.Â
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De acordo com a 8ª Pesquisa de Prevenção de Perdas no Varejo Brasileiro realizada pela Nielsen, em conjunto com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Programa de Administração de Varejo (Provar) e a Fundação Instituto de Administração (FIA), os furtos internos e externos tiveram participação de 39,4%. Segundo o diretor de Marketing da Gateway Security, empresa especializada em soluções para proteção eletrônica de mercadorias no varejo, Luiz Fernando Sambugaro, em tempos de crise, o varejista deve ficar ainda mais atento, pois se a margem de lucro já é pequena, as perdas podem causar um grande estrago na contabilização final.
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Para solucionar o problema, a prevenção é essencial. በcada vez maior a preocupação do varejista em relação á infra-estrutura de segurança e vigilá¢ncia. As antenas anti-furto em conjunto com os mais variáveis tipos de etiquetas (ígidas ou adesivas) são uma das maneiras mais eficientes de inibir as ações de funcionários ou ladrões profissionais. Outro recurso é o monitoramento por circuito fechado de TV (CFTV) que permite o acompanhamento da loja á distá¢ncia, pela internet. Dotado de recursos de tecnologia de última geração, como cá¢meras de alta resolução que podem ser controladas automaticamente, associadas a gravadores de imagem digitais, permitem a gestão eficiente da loja, acompanhando ações de clientes e funcionários.
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O varejista também deve dar atenção especial aos produtos de alto risco, pois são itens de alto valor, fáceis de serem escondidos e revendidos como pilhas, CDs e DVDs, bebidas alcoólicas e protetores solares. Para não perder a venda, confinando-os num armário, o objetivo é expor o produto com proteção, mas de uma forma menos repressiva em relação ao consumidor, comenta Sambugaro. As soluções ideais para esses produtos são protetores acílicos e cadeados eletrônicos. Embora sejam monitorados é preciso ter atenção sempre, pois o ladrão muda de produto, migrando para outroâ€, alerta.








