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Bancos voltam a apostar na bancarização

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) está organizando um seminário sobre Bancarização, os modelos de negócios e tecnologias que garantam o aumento da oferta de serviços e produtos bancários para parcelas maiores da população. O seminário será realizado em São Paulo, dia 11 de março e conta com a participação da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNB. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) será representada, no evento, pelo professor e pesquisador Eduardo Henrique Diniz. As palestras abordarão cases de bancarização latino-americanos e de grandes redes de varejo. O seminário é preparatório para o maior evento de bancos no País, o Ciab Febraban (marcado para 17, 18 e 19 junho) e que também terá como tema central a Bancarização. O patrocínio do seminário é da IBM e da Diebold Procomp.
 
O motivo para a retomada da bancarização como tema principal do seminário pode ser encontrado no crescimento das faixas brasileiras de menor poder de compra, mesmo no ambiente de crise econômica mundial. A Fundação Getulio Vargas (FGV), por exemplo, divulgou estudo concluindo que a crise não afetou tanto a chamada ‘classe C’. Segundo a pesquisa, a quantidade de brasileiros que fazem parte dessa nova classe média continua aumentando nas seis principais metrópoles do País – Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
 
O estudo mostra que, em dezembro de 2008, a classe C passou a representar 53,8% da população. No mesmo peíodo de 2007, esse porcentual era de 51,8%. O estudo também revela que 6,8% dos integrantes classe ‘D’ migraram para grupos mais altos. E na classe ‘E’, esse porcentual chegou a 8%.
 
A bancarização, o acesso a produtos e serviços bancários, um item da maior relevá¢ncia na ascensão social das classes C, D e E, tem contribuído substancialmente com esse processo. Segundo estimativas da Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban), o Brasil apresenta índice crescente nos últimos anos. O País fechou 2008 com um índice de 46%, ante 43% no ano anterior. De acordo com a Felaban, em toda a América Latina apenas 35% da população adulta tem acesso aos serviços bancários.
 

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