Medidas para garantir comprometimentos dos profissionais diante da crise
Quais medidas tomar para garantir o comprometimento dos profissionais mesmo diante da crise? Como manter o time alinhado e motivado em um momento de turbulência? O que não fazer? De acordo com José Renato Siqueira, consultor de carreiras DBM, consultoria especializada na gestão do capital humano, manter a equipe unida num quadro como o atual demanda cuidados especiais, entre eles tratar de maneira transparente a situação e as estratégias utilizadas. Melhor ainda, aponta, é ter construído uma cultura com processos capazes de  envolver o time na busca das soluções para a situação. Motivo: em momentos de crise ganha a empresa que consegue contar com a inteliência e o comprometimento de todo o grupo.
Um momento de crise pode ser comparado a início, numa corrida de fórmula 1, da chuva. Em geral, quem ganha com a situação é o piloto que escolhe o melhor momento de entrar no box e trocar os pneus, adequando o carro para o novo contexto. Para isso, a equipe toda precisa estar preparada para fazê-lo voltar á pista o mais rápido possível, acelerando como antes. Há pilotos que optam por não fazer a troca porque suas equipes evitam tomar decisões de maneira rápida. Eles acabam perdendo a corrida. E por qual motivo? Porque querem aproveitar o que tem, querem poupar e acabam sendo obrigados a desacelerar o carro para não perder o controle na chuvaâ€, explica. O mesmo vale na vida corporativa. Para manter os profissionais aguerridos em um contexto de crise é preciso que todos participem e se comprometam com as soluções adotadas, sem abrir mão de ponderar os riscosâ€, acrescenta.
Outro ponto para o qual José Renato chama atenção é a importá¢ncia do discurso ser coerente com a prática verificada na empresa. Decisões que primam pela coerência e ratificam os valores e princípios proclamados numa companhia provocam maior compreensão e aceitação das eventuais medidas e podem diminuir o temor, pois as pessoas sabem o que esperar e conseguem manter a calma, cientes de que problemas e situações difíceis fazem parte da vidaâ€, explica. Falta de coerência no uso de critérios pode abalar fortemente o comprometimento dos funcionários e levar a empresa a ter mais perdas do que ganhos pela destruição do sempre necessário ambiente de confiança.â€
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Segundo José Renato, um dos erros mais comuns nos momentos de crise é usar o contexto como camuflagem para demitir pessoas que, por algum motivo, não se quer mais na equipe. Usar só a crise como única  justificativa para a demissão é um erro porque dificilmente é esse o único motivo pela escolha deste profissional e não de outro. Se o motivo é performance, isso tem que estar claro. O ponto é que feedbacks respeitosos, mas honestos e claros, infelizmente ainda são raros na maioria das empresasâ€, alerta.








