Bancos continuam escondendo o custo total dos empréstimos aos clientes
Um ano depois do governo anunciar com grandes pompas uma série de mecanismos que prometiam colocar um ponto final á escalada das tarifas bancárias, tanto as pessoas físicas quanto as empresas continuam pagando altas taxas pelos serviços essenciais. E o pior: muitas vezes nem sabem o quanto estão pagando.
No caso dos empréstimos bancários, a Resolução do Banco Central, que obriga as instituições financeiras a informarem o Custo Efetivo Total do empréstimo ao cliente, vem sendo respeitada apenas por um dos 10 maiores bancos do país. Já a Resolução que permite o reajuste tarifário a cada 180 dias, é aplicada por todos os bancos, de acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
A verdade é que as pessoas devem ficar atentas á composição do custo do empréstimo, pois o valor final da operação pode ser muito maior do que a taxa de juros, que, num primeiro momento, parecia ser atraente. Pela Resolução do Banco Central, os bancos são obrigados a discriminar todos os itens do Custo Efetivo Total dos empréstimos, como taxas, tributos e eventuais tarifas. Acontece que muitas vezes o juro de um banco é menor do que o outro, mas a operação acaba ficando mais cara no banco que tem a taxa menor em função das altas tarifas praticadas. E é por isso que a maioria das instituições financeiras não faz questão nenhuma de discriminar a operação.Â
O cliente quando entra numa aência bancária, pode encontrar alguns banners que apontam inúmeras taxas, mas, na prática, nem mesmo os atendentes sabem adequá-las ao caso. Por isso, muita atenção no momento de fazer um empréstimo. Exija que o valor da operação seja discriminado. Só então poderá conhecer o quanto está pagando de juros, de impostos e de taxas de serviços.








