Com a queda de investimentos e das exportações PIB pode recuar 0,4%

A queda dos investimentos e das exportações é a principal razão que fará com que o PIB brasileiro caia 0,4% em 2009 ante o ano passado, de acordo com a previsão da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que consta do Informe Conjuntural trimestral, divulgado nesta quinta-feira (25), em Brasília. A queda da demanda externa também fará com que o PIB industrial tenha um recuo de 3,5% neste ano ante 2008, segundo a projeção da CNI.

De acordo com avaliação do gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, a economia brasileira, em especial a indústria, é muito exposta ao mercado internacional. Como esse mercado está desaquecido, em virtude da crise internacional, a indústria nacional sofrerá mais por conta da queda das exportações, principalmente as de produtos manufaturados.
 
O Informe Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) mostra que o PIB industrial recuou 11,1% nos dois últimos trimestres. Se considerados apenas os quatro meses de 2009 para os quais já existem indicadores econômicos conhecidos, o recuo da produção industrial é de 15% sobre os quatro primeiros meses de 2008.

A Formação Bruta de Capital Fixo, que verifica o quanto é investido em bens de capital e bens imóveis, é outro componente que provocará a queda do PIB de 0,4% em 2009, segundo previsto pela CNI. Para uma economia crescer, o investimento tem de crescer num ritmo maior do que o PIB. A Formação Bruta de Capital Fixo caiu 9,3% no último trimestre do ano passado e 12,6% no primeiro trimestre deste ano, ou seja, não está havendo o investimento necessário para o Brasil crescer”, disse Castelo Branco.

A CNI prevê que os investimentos no Brasil cairão 9% em 2009 na comparação com 2008. በo maior recuo do investimento em mais de 10 anos, informa a CNI. A projeção anterior da instituição, feita em março, era de queda de 4,4%. Nos dois últimos anos, em que o PIB cresceu 5,7% (2007) e 5,1% (2008), a Formação Bruta de Capital Fixo tinha crescido 13,5% e 13,8%, respectivamente.

Soma

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