Paraná ganha regional da Cá¢mara de Comércio Dinamarquês-Brasileira
O Paraná acaba de ganhar uma regional da Cá¢mara de Comércio Dinamarquês-Brasileira, que tem como grande objetivo o desenvolvimento, produção e comercialização de enzimas industriais para detergentes e etanol de segunda geração. A nova Cá¢mara será dirigida pelo presidente da empresa dinamarquesa Novozymes, Pedro Fernandes. A Cá¢mara de Comércio que agora chega ao Paraná tem 63 anos de atuação no nosso País, contando com 120 membros pertencentes a 68 companhias.
Eu conversei com o presidente da nova Cá¢mara de Comércio, Pedro Fernandes (foto), e ele me contou sobre os detalhes do projeto para o desenvolvimento do etanol de segunda geração, que será produzido a partir do bagaço da cana ou de outras fontes de biomassa como a palha do milho, trigo, arroz e restos de madeira. Hoje, 100% do bagaço da cana são reaproveitados, sendo que 95% se destinam á produção de energia elétrica e os 5% restantes são usados na alimentação de animais.
A Novozymes, que é uma das sete empresas dinamarquesas instaladas no Paraná e é a companhia que está pesquisando a enzima para a produção do etanol de segunda geração. De acordo com cálculos dos pesquisadores da Novozymes, somente do bagaço da cana, o Brasil estará produzindo até 2020, 17 bilhões de litros de etanol de segunda geração, o que corresponde a 50% das nossas exportações de etanol de primeira geração, que é o álcool produzido a partir da cana.
O que vai definir o sucesso do etanol de segunda geração é o custo, que ainda está sendo apurado. Segundo Pedro Fernandes, o produto tem que ser eficiente e competitivo. Hoje, a produção de etanol de segunda geração se dá apenas em escala piloto, mas o objetivo da Novozymes é lançar até 2010 a primeira enzima em escala comercial. Até 2012 o Brasil terá tecnologia suficiente para produzir em escala comercial o etanol de segunda geração, prevê Fernandes.
Existe hoje um projeto que envolve as universidades Federal do Paraná e Lund da Suécia, a Novozymes, de Araucária, e o Centro Tecnológico Canavieiro de Piracicaba. Este projeto é fomentado pela União Européia, que destinou recursos de 1,6 milhão de euros para pesquisa.
De acordo com o presidente da Cá¢mara de Comércio Brasil-Dinamarca no Paraná, a palavra de hoje é sustentabilidade. E o Brasil deverá ser o primeiro país do mundo a produzir comercialmente o álcool de segunda geração, também chamado de etanol celulósico. Com isso, o País poderá dobrar a capacidade de produção de etanol, sem a necessidade de plantar novas áreas de cana-de-açúcar.
O presidente da Cá¢mara de Comércio Dinamarquês-Brasileira e cônsul geral dos países Nórdicos, Jens Olesen, esteve em Curitiba para a instalação da regional paranaense da Cá¢mara, na quarta-feira (1) e destacou o investimento da Dinamarca no Paraná, que nos últimos 15 anos totalizou US$ 450 milhões. Segundo ele, a Dinamarca compra do Brasil, café, sucos, sapato e madeira. Já o Brasil importa tecnologia daquele País. A instalação da Cá¢mara de Comércio Dinamarquês-Brasileira no Paraná permitirá uma base contínua de negócios e oportunidades para empresários dos dois países.








