Supermercados online apresentam muitas falhas

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) avaliou o serviço de compras virtuais de 15 supermercados, em sete capitais brasileiras  (Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo e concluiu que o serviço ainda deixa muito a desejar. O prazo de entrega pode ter intervalo de dez horas de espera.  O resultado mostra que produtos refrigerados e congelados são o ponto cítico do serviço. Segundo o teste, a maioria dos supermercados não oferece transporte adequado para esse tipo de alimento. Em apenas um caso, o produto chegou na temperatura ideal, acondicionado da forma adequada. Os produtos perecíveis, os in natura também têm a qualidade comprometida com este tipo de entrega.

A Proteste avaliou desde as informações disponíveis sobre o serviço, como os custos, o prazo de entrega e as formas de pagamento, até se os produtos entregues estavam em conformidade com os solicitados e em boas condições. O resultado completo das análises está no site da Associação: www.proteste.org.br e na revista Proteste de julho, distribuída exclusivamente aos associados.

Com exceção dos produtos refrigerados e congelados, a compra pela Internet de itens vendidos em supermercados pode ser uma boa opção. Mas só para quem não precisar ficar em casa exclusivamente para esperá-los. Quatro dos 15 estabelecimentos não cumpriram o horário marcado para a entrega e, em nove casos, o tempo de espera pela entrega excedeu duas horas.

Apesar de ser 4% mais cara em média, compensa comprar on line se for para volumes maiores e até porque há estabelecimentos que dão descontos progressivos nas taxas de entrega quanto maior o valor comprado. Mas o total da compra precisa ser superior a R$ 300. O conforto de encher a geladeira sem sair de casa não dispensa pesquisa de preços. A diferença na internet entre as redes, numa mesma cidade, chega a 17%.  

Quem optar por fazer compras on-line deve estar atento á s taxas de entrega que podem variar de R$ 1,95 a R$ 14. Além da taxa, há locais que ainda exigem um limite mínimo de compra, o que a PRO TESTE considera abusivo, pois, na avaliação da entidade, se há uma taxa de entrega, não deveria haver exiência de um valor mínimo.

Os alimentos, como o frango, chegaram descongelados, trazendo risco a quem consumi-los. Afinal, alimentos que devem ser mantidos congelados não devem ser recongelados após descongelar. Ou seja, para o consumo adequado o cliente deveria preparar toda a porção que estiver descongelada.

O tomate, por exemplo, chegou com mofo em uma das compras, amarelo em outra e verde em outras duas redes. Houve um caso em que a alface foi entregue queimada e ainda outra em que a verdura foi trocada por uma chicória.  Mas, em todos os casos, diante da reclamação do consumidor, houve boa vontade dos supermercados em resolver a questão.

Foram pesquisados a rede Pão de Açúcar Delivery, presente em Brasília, São Paulo, Curitiba e Rio, o Angeloni, Hippo e Nacional, de Florianópolis; o Zona Sul e o Princesa Supermercados, do Rio; Nacional, de Porto Alegre; Mercadorama e Angeloni, de Curitiba; MartPlus, de Belo Horizonte; Econ e  Sonda de São Paulo.
 

Soma

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