Empresários pedem adiamento do debate sobre redução da jornada de trabalho

Dirigentes empresariais de vários setores foram nesta terça-feira (11) ao presidente da Cá¢mara dos Deputados, Michel Temer, manifestar preocupação com a discussão, neste momento, da redução da jornada de trabalho. በinoportuno o debate de uma questão tão delicada em meio a uma crise econômica”, afirmou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto.

A Proposta de Emenda á  Constituição 231/95, já aprovada pela comissão especial da Cá¢mara, reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais sem o correspondente ajuste nos salários, e aumenta o adicional da hora extra de 50% para 75% sobre o valor da hora trabalhada.

Essa medida, disse Monteiro Neto, exige um debate mais cuidadoso porque é muito sensível devido ao forte impacto que gera nos custos, tanto para o comércio como para a indústria. Pode haver ainda, acrescentou o dirigente, consequências negativas para o próprio emprego, como o estímulo á  informalidade – no caso da pequena empresa – ou um aumento significativo e rápido da substituição de mão de obra por máquinas e equipamentos.

A CNI entende que a livre negociação é o caminho sustentável para a redução da jornada de trabalho e a resposta mais adequada á  questão do emprego. Regras trabalhistas mais modernas e flexíveis desestimularão a informalidade, garantindo direitos básicos aos trabalhadores e segurança á s empresas.

Soma

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