Dinamarqueses pretendem instalar 40 novas empresas no Brasil

Muitas empresas dinamarquesas têm feito seus primeiros movimentos em direção á Â  América Latina e, neste momento em que os mercados europeus estão estagnados ou negativos, diversas companhias da Dinamarca têm interesse em se estabelecer no Brasil. A informação é do embaixador dinamarquês, Svend Roed Nielsen (foto – á  esquerda), que esteve em Curitiba, nesta quarta-feira (9) participando do seminário Brasil-Dinamarca: Cooperação em Meio Ambiente”, que aconteceu em Curitiba. Ele adiantou que nos próximos dois ou três anos deveremos ter 20, 30 ou até 40, das maiores e mais competentes companhias dinamarquesas instaladas no Brasil. Por causa da distá¢ncia, do idioma e das tradições, isto não é algo para pequenas ou médias empresas, mas sim para as maiores e mais profissionais companhias.

O cônsul honorário da Dinamarca, Victor Barbosa (foto – á  direita), que recebeu o embaixador em Curitiba, destacou o intercá¢mbio de conhecimentos que deverá ser ampliado nos próximos anos. Já existe uma relação tradicional entre o governo dinamarquês e o brasileiro. Aqui mesmo no Paraná temos empresas dinamarquesas da área de biotecnologia e de tecnologia de ponta. Como o Brasil tem se sobressaído economicamente, os dois países têm uma grande oportunidade de criar novas oportunidades de negócios”, disse Barbosa.

O governo da Dinamarca, país do norte da Europa, incluiu Curitiba e São Paulo no roteiro prévio da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 15), que acontece em dezembro em Copenhage. Nesta quarta-feira (9), o seminário Brasil-Dinamarca: Cooperação em Meio Ambiente”, que aconteceu em Curitiba, debateu soluções tecnológicas sustentáveis e relevantes para os setores de tecnologia limpa. Segundo o embaixador dinamarquês, Svend Roed Nielsen, que veio prestigiar o encontro na Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), o Brasil tem crescido extremamente bem nos últimos dez anos, a despeito da crise econômica. Em 1971, a Dinamarca criou o primeiro Ministério de Combate á  Poluição. Com o impacto da crise do petróleo, na década de 70, o país desenvolveu muitas soluções para enfrentar desafios energéticos e ambientais e hoje se destaca no setor de tecnologias limpas. No Paraná estamos muito esperançosos, porque a Dinamarca é um dos países que mais têm cumprido os acordos das convenções internacionais ligadas ao meio ambiente. Fazer parceria com a Dinamarca é conquistar um espaço maior nas questões ambientais e de qualidade de vida, o que nós também procuramos fazer aqui no estado”, declarou o vice-governador do Paraná, Orlando Pessuti, que participou da abertura do seminário ocorrido no Centro dos Trabalhadores e Empresários do Paraná (Cietep).

Svend Nielsen comentou a reserva de petróleo estimada em 100 bilhões de barris, situada a sete quilômetros de profundidade no litoral brasileiro, o Pré-sal, dizendo que antes de tudo é preciso fazer uma exploração correta, de modo que não se tenha derramamento de óleo no oceano e outras consequências negativas dessa produção. “Em meu país ainda temos que desenvolver tecnologia para explorar nossas reservas em águas profundas, mas nossa única preocupação é desenvolvê-la sem impactos nocivos para a natureza”.

Soma

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