Empresas brasileiras têm maior expectativa de contratação no 4° trimestre
Os empresários brasileiros têm a expectativa mais positiva em termos de contratação de funcionários para o quarto trimestre de 2009 entre os países das Américas. Em perspectiva mundial, perde somente para a ándia. As informações são resultados da Pesquisa de Expectativa de Emprego (Manpower Employement Outlook Survey – MEOS) desenvolvida pela Manpower, líder no segmento de serviços em Recursos Humanos, que entrevistou mais de 72 mil empregadores e acaba de incluir o Brasil entre os 35 países pesquisados.Â
De acordo com a pesquisa, que contou com a participação de 984 empregadores brasileiros, o índice que mede a expectativa de emprego encontrado no País foi de 21%. O índice resulta da diferença entre a porcentagem dos entrevistados que prevêem um aumento nas contratações e a porcentagem dos entrevistados que prevêem uma diminuição nas contratações.
Já os empresários colombianos registraram índice de 13%, seguido por Peru 9%, Costa Rica 6%, Canadá 5% e Argentina 3%. As perspectivas de contratações dentre os executivos da Guatemala foram as mais conservadoras da região nesta edição da pesquisa, atingindo 1%. Já os empregadores dos Estados Unidos e o do México apresentaram perspectiva negativa de -3% e -5%, respectivamente.
No Brasil, o setor de serviços, com 33%, é o que apresenta maior Expectativa Líquida de contratação entre os oito setores analisados, enquanto construção civil é o que tem o menor índice de perspectiva de contratação, com apenas 7%. Em segundo lugar estão os empregadores da área de finanças (31%), seguido de transportes e serviços públicos (22%), administração pública (22%), comércio (21%), agricultura, pesca e mineração (20%) e indústria (17%), em penúltimo lugar. Entre as regiões brasileiras pesquisadas, o Estado do Rio de Janeiro, com 25%, é o que aparece com maior índice de confiança, seguido do Estado do Paraná (23%), Estado de São Paulo (21%), Estado de Minas Gerais (20%), e, por último, a cidade de São Paulo, com 17%.
Na avaliação do diretor comercial da Manpower Brasil, Pedro Guimaráes, durante o peíodo de crise econômica, o governo brasileiro conseguiu acumular reservas por conta de uma política focada na responsabilidade fiscal e em medidas anticíclicas, o que deu subsídios para que o Brasil conquistasse uma posição de destaque no mercado de trabalho latino-americano e mundial. Para ele, ações como da queda da taxa Selic nos últimos meses, além da concessão de isenções fiscais para a indústria automotiva, eletrodomésticos (linha branca), materiais de construção e bens de capital (máquinas e equipamentos para produção) também contribuíram para o aumento da demanda por trabalhadores.Â








