Indústria vê alento na alta menor da Selic

O presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade (foto), disse ver com algum alento” a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir o ritmo de aperto monetário, com alta de 0,50 ponto percentual na taxa Selic. Segundo ele, a manutenção do processo de elevação dos juros se mostra desnecessária, pelo cenário de arrefecimento da atividade econômica e destaca que tal cenário já resulta em desaceleração da inflação. 

Ele lembra que os últimos dados divulgados apontam nítida desaceleração no ritmo de expansão econômica, principalmente na produção industrial, que nos últimos dois meses interrompeu o crescimento. E enfatiza que o próprio índice de atividade econômica produzido pelo Banco Central, referente a maio, aponta estabilidade do Produto Interno Bruto (PIB).
 
Na sua visão, a inflação já reproduz o cenário de menor intensidade da atividade econômica. É Após a estabilidade do IPCA de junho, o IPCA-15 de julho apontou queda de 0,1%, com redução no preço dos alimentos, principal componente de pressão inflacionária dos últimos meses. São sinais mais do  que suficientes, portanto, para a flexibilização do ciclo de aperto monetário do Banco Central. A persistência desse processo poderá reduzir o ritmo de crescimento dos investimentos, aspecto fundamental para o crescimento sustentado da economia”, conclui Robson Andrade.

Soma

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