Apagão da Engenharia

Os processos seletivos para oportunidades na área de Engenharia estão cada vez mais complexos.  Isso se deve, basicamente, a um fenômeno que vem ocorrendo nos últimos anos, o apagão da engenharia”. Para o headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Rômulo Machado, há uma explicação muito simples para  o acontecimento: formamos poucos engenheiros anualmente no Brasil, principalmente  na última década, e a maioria desses profissionais, após peíodos de crises, optam por fazer carreira em outras áreas ou, até mesmo, concursos públicos”.

Por serem, normalmente, pessoas com alta capacidade de aprendizado e adaptação, esses profissionais conseguem se destacar em posições que exijam análise e foco em resultado. Por isso, a maioria deles migra para profissões que não condizem com sua formação. O próprio headhunter é um exemplo vivo desse movimento. Formado em Engenharia Mecá¢nica, Machado atua mais na profissão, e hoje ajuda as empresas na busca de profissionais especializados nas mais diversas necessidades nas áreas técnicas.

Como resultado dessa carência há a autosupervalorização” desses profissionais. Os engenheiros, principalmente atuantes nas áreas de infraestrutura, sabem que o mercado precisa deles e, por isso, exigem salários muito altos para se desligarem de seus atuais empregos e assumirem novos desafios. Em contrapartida, as empresas, mesmo tendo essa necessidade, não estão dispostas a pagar o que eles pedem, pois seus budgets foram definidos a partir do que é praticado no mercado”, explica o headhunter da De Bernt.

As oportunidades em Engenharia da Consultoria representam, hoje, uma parcela significativa das posições em aberto e, mesmo assim, ainda há dificuldade em encontrar pessoas qualificadas para atender essas vagas. Para Bernardo Entschev, vice-presidente da Consultoria onde Rômulo trabalha, o maior gap desses profissionais é a língua estrangeira. Os maiores contratantes dessas posições são multinacionais que exigem fluência em outras línguas, principalmente o inglês”.

Soma

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