Perdas preocupam varejistas e supermercadistas

Entre os maiores problemas que afligem os empresários, principalmente do comércio varejista e supermercadista estão as perdas, sejam elas causadas por furtos ou por quebras operacionais. No setor de supermercados, as perdas no ano passado foram expressivas. Um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Supermercados, em parceria com a Nielsen e GPP/Provar-FIA,  mostrou que as perdas chegaram a R$ 177 bilhões, correspondendo a mais de 2% do faturamento. Este porcentual vem se mantendo há três anos, apesar da maioria dos supermercados estar investindo em programas de prevenção.

Só para se ter uma ideia, no setor supermercadista, o porcentual de perdas é maior do que as margens de lucro, que no ano passado ficaram em média em 2,3%.  Outro ponto que deve ser considerado, é que as perdas prejudicam todos os agentes da cadeia econômica, desde os produtores até os varejistas e, principalmente, o próprio consumidor.

Os furtos, tanto interno quanto externos, representaram 28,3% das perdas dos supermercados no ano passado. Os cinco produtos mais furtados foram bebidas destiladas e fermentadas (12%), chocolates (11%), aparelhos e lá¢minas de barbear (10%), carnes (7%) e desodorantes (6%).

Já a cesta de perecíveis representou 31% das perdas. Mas, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados as quebras operacionais, ou seja, as avarias causadas nas mercadorias por acondicionamentos inadequados, prazo de validade vencido ou degustação de produtos com identificação de suas embalagens de origem continuam sendo a principal causa de perdas para o setor e representam 51,5% dos prejuízos.

Quanto aos sistemas de segurança, 87,20% das empresas possuem hoje circuito fechado de TV, 85,70% contam com rádios comunicadores, 81,40% têm alarme de acesso, 73,50% usam coletor de dados para inventário e 72,20% possuem cofre boca-de-lobo.

Soma

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