Fortalecimento do mercado de trabalho encarece mão de obra

O mercado de trabalho muito aquecido começa a preocupar empresas, que apontam o alto
custo da mão de obra como um dos principais fatores que comprometem seus negócios. De acordo com a análise de conjuntura elaborada pelo Bradesco, o fortalecimento do mercado de trabalho verificado nos últimos anos favoreceu tanto o aumento do rendimento como o da ocupação. Os ganhos de produtividade observados na indústria minimizam o impacto inflacionário dos ganhos de renda, quando notamos a queda do custo unitário do trabalho. Em paralelo, aponta a análise do Bradesco, devemos reconhecer também as implicações diretas e extremamente favoráveis para o consumo das famílias.

Nos dados recentemente divulgados, os analistas do Bradesco destacam a significativa expansão dos rendimentos, ajudada pelo recorde de baixa na taxa de desemprego. Somando-se a esses indicadores, identifica-se que alguns setores e regiões têm se descolado da média nacional, a diferença entre os salários dos empregados e dos demitidos tem se reduzido e os empregados têm a percepção de que não está difícil encontrar um emprego. Ademais, a regra de aumento de salário mínimo implicou aumentos reais muito fortes nos últimos anos.

Para o ano que vem, mesmo admitindo que o aumento do salário mínimo mostrará um ganho real muito baixo, a análise de conjuntura do Bradesco projeta crescimento médio de 5,5% da massa de rendimento do trabalho, geração líquida de 1,5 milhão de empregos formais e taxa de desemprego em 6,8%. Diante de todas essas evidências, os economistas do Bradesco reforçam a percepção de que os impulsos vindos do mercado de trabalho permanecem favoráveis á  expansão da demanda doméstica. Mesmo assim, o cenário global que se apresenta com elevada ociosidade deverá mitigar os impactos inflacionários deste forte aumento da renda, compensando, através de preços baixos no setor de bens, a inflação mais elevada que essa diná¢mica do mercado de trabalho deverá trazer para o setor de serviços.

Soma

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