China consolida liderança em ranking global de energias renováveis
Após ter ultrapassado os Estados Unidos como o destino mais atrativo para investimentos em projetos de energias renováveis no mundo, em estudo da Ernst & Young concluído em agosto, a China consolida sua liderança global. O país asiático ampliou sua pontuação na mais recente edição do ranking, finalizada em novembro. Com avaliação idêntica nas duas listas, o Brasil mantém a condição de país latino-americano mais bem posicionado, mas caiu do 16º para o atual 18º lugar, em virtude da ascensão de outros países.
No ranking de 30 países produzido pela Ernst & Young desde 2003 e atualizado trimestralmente, pela primeira vez, figuram Coreia do Sul, México, Romênia e Egito. Outros destaques da relação concluída em novembro são a subida do Japão de 19º para 15º lugar e a saída da República Tcheca da listagem.
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Por trás da consolidação chinesa na primeira colocação, está o alto investimento do país em sua indústria de energia eólica. O gasto da China neste segmento equivale á metade do total do investimento global em novos projetos eólicos no restante do mundo. Até o final do segundo trimestre, Pequim responde por empregar cerca de US$ 10 bilhões em energia eólica, de um total de US$ 20,5 bilhões no mundo. Esse investimento pesado assegurou que aproximadamente 50% das turbinas movidas por vento a iniciarem funcionamento em 2010 estão na China.
Já os Estados Unidos, que lideraram o ranking entre novembro de 2006 e maio de 2010, estão na última versão do ranking, cinco pontos atrás dos chineses (em agosto, eram dois). A repercussão prolongada da crise financeira, a queda no preço do gás e incertezas acerca de políticas ambientais de médio e longo prazo ocasionaram a queda de um ponto para os americanos no trimestre, enquanto a China somou outros dois.
Desde que atingiu a liderança no ranking divulgado no início de setembro, a China abriu boa vantagem sobre outros mercados. Tecnologia limpa, incluindo energias renováveis, representa uma parcela significativa do plano de crescimento econômico chinêsâ€, avalia Ben Warren, líder de consultoria para infraestrutura energética e ambiental da Ernst & Young no Reino Unido.








