Indústria de equipamentos médicos cresce e emprega mais de 100 mil pessoas
O setor de equipamentos e suprimentos para a indústria médico-hospitalar está em alta. Os números do setor confirmam as previsões: mais empregos, maior produção e crescimento nas vendas. Estudo realizado pela Associação Brasileira de Importadores de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed) demonstra que de janeiro a outubro de 2010 a produção no ramo industrial do setor de materiais e equipamentos para medicina e diagnóstico cresceu 18% em relação a 2009. Os números positivos são confirmados com o crescimento de contratações de profissionais nas atividades industriais e comerciais do setor de materiais e equipamentos para medicina e diagnóstico. Segundo o Ministério do Trabalho, de janeiro a novembro de 2010, foram gerados 7.635 novos postos de trabalho, em relação ao estoque de dezembro do ano anterior. Só em novembro do ano passado foram gerados 410 novos postos. O setor já emprega mais de 108 mil pessoas.
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O diretor da Abimed, Reynaldo Goto, esclarece que o viés positivo envolve diversos fatores como a ascensão das classes D/E para a classe C e as necessidades de saúde no país que estão passando por uma transformação, exigindo soluções voltadas para a detecção e tratamento precoce.
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A valorização do Real em relação a outras moedas internacionais traz algumas vantagens como a possibilidade de modernização do parque de equipamentos médicos, com produtos mais modernos que por sua vez exigem profissionais cada vez mais especializadosâ€, afirma.
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O estudo também revelou que a atividade econômica nos ramos comercial e de serviços do setor continua aquecida. As empresas tiveram um crescimento de 12% nas vendas de janeiro a outubro de 2010, em relação ao mesmo peíodo de 2009. Este cenário também contribuiu para o incremento de 21% nas importações de materiais e equipamentos nos meses entre janeiro e novembro do ano passado, em relação ao mesmo peíodo do ano 2009.
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Reynaldo Goto ressalta que as perspectivas para 2011 continuam positivas, pois as demandas no segmento de saúde continuam parcialmente não atendidas. O novo governo deverá acelerar as políticas sociais e a real inclusão social da população só será possível com a melhora da qualidade e completa universalização da saúdeâ€, conclui.








