Curitiba bate recorde em lançamentos imobiliários
Curitiba bateu o recorde histórico de unidades residenciais verticais lançadas, totalizando 10.002 novos apartamentos de janeiro a dezembro de 2010. De acordo com o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Gustavo Selig, o montante supera em 41% o total de apartamentos lançados em 2009 (7.099 unidades) e em 155% a quantidade lançada em 2007 (3.927 unidades).
Este grande número de lançamentos é o resultado do movimento de recuperação do mercado imobiliário na capital paranaense, que permaneceu estagnado entre 1999 e 2005, acumulando uma demanda reprimidaâ€, explica Selig. O presidente da entidade conta que a média histórica de Curitiba era de 1,8 mil unidades verticais, residenciais, lançadas por ano. Acreditamos que nos próximos três ou quatro anos este volume deve se estabilizar, porém em um patamar superior a 3 mil unidades lançadas por anoâ€, prevê.
Dos apartamentos novos disponibilizados no mercado, 4.910 unidades (49%) corresponderam á s habitações com dois dormitórios. Em 2007, os apartamentos de três dormitórios representavam 50% dos lançamentos residenciais da capital paranaense, enquanto os de dois dormitórios não ultrapassavam 24%. No comparativo com 2007, os imóveis de dois dormitórios tiveram alta de 414%. Em relação a 2009, o crescimento foi de 34%.
Para Selig, o aumento do poder aquisitivo da população e a busca da casa própria pelos jovens foram os principais fatores que estimularam a mudança no perfil dos empreendimentos novos. Além disso, os apartamentos de dois e três dormitórios têm área privativa praticamente igual. Imóveis com dois quartos não são mais moradias pequenas. Isto mostra que o comprador está procurando mais conforto dentro de casaâ€, comenta. A pesquisa realizada pela Ademi-PR mostrou que a área privativa média dos apartamentos de dois dormitórios, em 2010, foi de 67 metros quadrados, e dos de três dormitórios, de 100 metros quadrados.
A participação dos empreendimentos com 100 a 300 unidades também cresceu nos últimos três anos, passando de 19%, em 2008, para 37%, em 2010. Nos próximos anos, Selig acredita que estes condomínios devem migrar para regiões mais afastadas da área central.








