Queda do PIB faz CNI rever suas projeções para a economia

O crescimento zero do PIB no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior, resultando numa queda de 0,9% no PIB industrial, segundo o IBGE, levará a Confederação Nacional da Indústria (CNI) a rever suas projeções para o crescimento em 2011, atualmente de 2,2% para a indústria e de 3,4% para o PIB. O quadro revelado pelo IBGE nesta terça-feira (6),  explicita as dificuldades por que passa o setor industrial. A desaceleração da economia já era esperada pelo comportamento de outros indicadores, mas é preocupante a intensidade da queda de 1,4% na indústria de transformação. Tal recuo reflete a perda de competitividade crescente da indústria, provocada pela valorização cambial e pela falta de avanços substantivos nos custos de produção que atenuem essa desvantagem. Mostra também que os efeitos da crise internacional continuam atingindo a manufatura brasileira.

O cenário de agravamento das perspectivas da economia global e a dificuldade de reação da indústria explicitada pelos dados do IBGE indicam que o PIB crescerá ainda menos, este ano, do que o anteriormente esperado. Mais uma preocupação é o recuo do consumo, que tem sido o motor do crescimento, inclusive do consumo do governo.  O PIB só não foi negativo no terceiro trimestre pela contribuição das exportações de commodities.

O quadro atual é de alerta para o setor industrial. Se a piora da conjuntura  externa dificulta ainda mais a já acirrada competição para o exportador, a pressão dos produtos importados, paralelamente, reduz a competitividade da indústria brasileira. Tudo isso reforça a urência de ações mais eficazes para retomar o crescimento.

Soma

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