Otimismo cai e confiança dos industriais é a menor do ano

A confiança dos industriais caiu 1,8 ponto em junho na comparação com maio e ficou em 56,1 pontos. Esse é o menor nível do ano, informa a pesquisa ándice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgada nesta quarta-feira, 20 de junho, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apesar da queda, os empresários continuam confiantes, porque o ICEI varia de zero a cem pontos e valores acima de 50 pontos indicam otimismo. De acordo com o economista da CNI Marcelo de ávila, a confiança do empresário caiu por causa da crise externa e da retração da demanda interna. “O cenário para a indústria é de estagnação. Há entre os empresários um sentimento de frustração, de que as coisas não estão melhorando”, afirma ávila. Ele explica que a demanda interna está perdendo a força e a valorização do dólar diante do real ainda não melhorou as exportações.

A queda na confiança foi maior nas empresas de grande porte. Entre os dirigentes de grandes empresas o ICEI caiu 2,6 pontos em junho na comparação com maio. Nas médias empresas o recuo foi de 1,6 ponto e, nas pequenas empresas, a queda alcançou 0,6 ponto.

O otimismo está menor em praticamente toda a indústria de transformação. O ICEI caiu em 21 dos 28 setores pesquisados. Na indústria da construção, a confiança recuou de 60,2 pontos em maio para 58,5 pontos neste mês. A confiança só aumentou na indústria extrativa, e passou de 59,3 pontos em maio para 60,8 pontos em junho.

Conforme a pesquisa, as expectativas futuras são melhores do que á s presentes.  O otimismo em relação á s condições atual da economia e da empresa caiu de 48,6 pontos em maio para 46,9 pontos em junho, abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o que indica empresários pessimistas. Mas as perspectivas para os próximos seis meses, embora tenham caído, são mais otimistas. A confiança na situação da economia e da empresa para os próximos seis meses foi de 60,6 pontos, acima da linha divisória dos 50 pontos, o que indica empresários otimistas.

A pesquisa foi realizada com 2.495 empresas, sendo 642 grandes, 987 médias e 866 pequenas, no peíodo de 1º a 18 de junho.

Soma

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