Greve dos fiscais federais causa prejuízos de US$ 5 mi ao dia para frigoíficos catarinenses

Depois de uma série de percalços que afetaram duramente o agronegócio brasileiro neste ano – o fechamento de mercados externos, a crise dos insumos e a greve dos caminhoneiros – a paralisação dos fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura criou um quadro de dificuldades que levará ao fechamento de unidades industriais em Santa Catarina, maior produtor e exportador  de aves e suínos do Brasil. A advertência é do presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), Clever Pirola ávila, ao informar hoje que é de US$ 5 milhões de dólares ao dia o prejuízo que toda a cadeia agroindustrial catarinense de aves e suínos amarga com a greve. O dirigente relatou que várias plantas industriais fecharão nesta sexta-feira (10) por absoluta falta de armazéns para estocagem da produção e mais de 10 mil trabalhadores ficarão ociosos.

Os fiscais federais estão liberando apenas 30% da produção, tanto nos frigoíficos quanto nos portos. Isso obriga as empresas a utilizar armazéns próprios e de terceiros, mas todas as reservas já foram esgotadas. A maioria das empresas tem capacidade de estoque para três ou quatro dias de produção, razão pela qual grande parte dos estabelecimentos terá que suspender os abates e a industrialização. Para realçar a importá¢ncia das vendas externas no faturamento das empresas, ávila assinalou que 30% da produção avícola e 48% da produção suinícola catarinense são exportadas.

Soma

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