Faturamento dos maiores grupos farmacêuticos passará de R$ 1 bilhão por rede este ano

farmacia-nissei.jpgO setor de farmácias está comemorando os resultados alcançados este ano. E o bom desempenho se deve as mudanças introduzidas no segmento. Até cinco anos atrás  não se falava em grandes redes de farmácias. O mercado era bastante pulverizado com destaque para os grupos regionais. A partir de 2008, lojas maiores começaram a aparecer e, em consequência das fusões, o mercado ficou concentrado nas grandes redes. Só para se ter uma ideia dos negócios, este ano, o faturamento dos sete maiores grupos farmacêuticos vai passar de R$ 1 bilhão por rede.

E entre as grandes redes farmacêuticas brasileiras está a paranaense Nissei, que este ano vai crescer 20% e encerrar 2012 faturando o seu primeiro bilhão de reais. O  objetivo da rede da família Maeoka é chegar em 2016, com um faturamento de R$ 2 bilhões.

Eu conversei com a diretora da rede Nissei, Patícia Maeoka, e ela me disse que depois de se consolidar no mercado paranaense e de investir mais de R$ 20 milhões em Santa Catarina, o objetivo agora é focar os esforços em São Paulo, onde pretende abrir mais 30 lojas no interior paulista, que se somarão as sete já existentes. Hoje a Nissei tem 230 lojas, mas este número varia mensalmente, pois a cada mês, em média, três farmácias são inauguradas. A rede, que está no mercado há 26 anos, já foi procurada por investidores nacionais e estrangeiros, mas descarta qualquer possibilidade de venda ou de fusão.

Patícia também me disse que a família Maeoka não pretende abrir franquias. Esta decisão foi tomada há dez anos. Segundo ela, o modelo de franquia não traz qualidade para o atendimento, que é fundamental para a rede paranaense que tem 30% de market share no Paraná. Esta fatia chega a 35% nas cidades onde predominam as colônias japonesas. Hoje a Nissei investe, por ano, R$ 1 milhão em treinamento de pessoal e conta com 4.500 funcionários, sendo mais de 700 farmacêuticos.

Voltando ao mercado brasileiro de farmácias, existem hoje em todo o país mais de 60 mil farmácias, muito mais do que nos Estados Unidos. As quatro líderes têm apenas 25% de participação. Já no mercado americano, as quatro maiores dominam 60% das vendas.

Soma

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