Brasil lidera ataques do cibercrime na América Latina
A Trustwave, uma das líderes em soluções para a segurança da informação em nuvem e conformidade com normas de segurança, detectou que o Brasil é o 5º país mais representativo em atividades do cibercrime, em nível mundial, e o único da América Latina a figurar na lista dos 10 maiores pontos de origem de ataques cibernéticos no planeta. A informação é parte do relatório Trustwave 2013 Global Security Report uma das mais completas radiografias da falta de segurança global dos países e da sociedade conectada a redes eletrônicas. O relatório é baseado na análise de 9 milhões de incidentes com aplicações web, identificados pela Trustwave, e em mais de 2,5 mil ataques controlados, feitos pela equipe de inteliência da empresa, em redes pertencentes a cerca de 450 empresas, entidades e órgãos de Estado dos cinco continentes.Uma gigantesca massa de mensagens eletrônicas de spam, representando algo em torno de 20 bilhões de e-mails, bem como uma pesquisa intensiva de ameaças do tipo zero-dayâ€. Todas as informações constantes do estudo foram recolhidas diretamente pelas equipes da Trustwave a partir de amostragens reais.
Pelos dados do Trustwave 2013 Global Security Report, a lista dos 10 países com maior nível de atividade cibercriminosa responde por 79% de todos os ataques perpetrados no planeta. Esta lista é liderada pelos EUA, de onde partem nada menos que 37.8% dos ataques. Em segundo lugar vem a Rússia (com 12,3%); Taiwan (com 8,8%) e Itália (com 3,5%). O Brasil aparece logo em seguida, com 3,4% dos ataques, superando outros países com forte tradição no cibercrime, como a Romênia (2,6%), Bulgária (2,4%) e Ucrá¢nia (2,1%). Os demais países da região América Latina, registram grande incidência de eventos, mas não chegam a integrar o ranking dos mais ativos.
O Brasil responde também pelo 5º lugar entre os países mais atacados pelo crime cibernético, sendo alvo de 1,2% dos ataques. A liderança, ainda nesse caso, é ostentada, com folga, pelos EUA (73%), seguido pela Austrália (7%), Canadá (3%) e Reino Unido (2%). De acordo com Jarrett Benavidez, Diretor da Trustwave para a América Latina, especialmente o varejo da região tem sofrido com ataques e necessita se preparar para combatê-los, assim como os bancos já vêm fazendo.








