Curitiba é exemplo nacional em construção sustentável
Ao todo, 48,3% dos empreendimentos comerciais e corporativos lançados nos dois últimos anos na cidade de Curitiba buscam selo verde, contra 47,2% dos lançamentos em São Paulo e 40,8% no Rio de Janeiro, que também estão em processo de certificação. Marcos Casado (foto), diretor técnico e educacional do Green Building Council Brasil (GBC Brasil) – que promove a certificação LEED (Leadership in Energy & Environmental Design) em âmbito nacional – destaca que o futuro do selo é promissor no País. “A meta é atingir 900 empreendimentos registrados e 120 certificados até o final de 2013”, reforça.
“Em Curitiba, a sustentabilidade nas edificações não é mais tendência e sim realidade. Este cenário só tende a crescer com a estabilização do setor da construção civil”, explica o vice-presidente do Sinduscon-PR para a área de meio ambiente, Almir Perru. De acordo ele, eficiência energética e certificação são hoje diferenciais competitivos cruciais na economia global, sendo fundamental para o crescimento de Curitiba e do Brasil.
“Estamos falando de empreendimentos com infraestrutura e operação de primeiro mundo, que passam por um rigoroso processo de auditoria internacional, para comprovar se eles realmente agregam uma série de benefícios, tanto ao meio ambiente como aos seus usuários”, ressalta Parciornik, diretor da Top Imóveis, empresa do setor imobiliário que especializada no segmento de espaços empresarias.
“O mercado corporativo busca imóveis com selos verdes para instalar suas equipes de colaboradores, gerência e alta gerência, de forma estratégica, pois além de oferecerem mais economia e eficiência, são empreendimentos que contam com um espaço de trabalho mais humanizado e que levam em conta, acima de tudo, o bem-estar das pessoas”, destaca Parciornik. Segundo ele, por conta deste cenário grandes corporações elegeram Curitiba como a “menina dos olhos”, quando o assunto é locação de imóveis para abrigar grandes equipes.
“As vantagens são muitas, há uma redução significativa das taxas de condomínio, em grande parte por conta da diminuição do consumo de energia, em torno de 30%, de água, entre 30% a 50%, sem falar nas vantagens da operação inteligente do prédio, segurança, conforto térmico e acústico, além da preservação do meio ambiente”, explica.








