Financiamento com uso do imóvel é alternativa para viabilizar crédito a pequenos construtores

credito-imobiliarioEnquanto os grandes construtores têm fôlego financeiro suficiente para alavancar várias obras ao mesmo tempo, os construtores de pequeno porte realizam uma obra por vez e estão encontrando no crédito com uso do imóvel a alternativa para viabilizar empreendimentos. Esse é o caso do empresário Davi Maciel de Oliveira, dono da De Oliveira Construtora Ltda, que financiou cerca de R$ 500 mil junto ao Conglomerado Financeiro Barigüi, dando o imóvel como garantia. Ele usou os recursos para construir quatro sobrados com aproximadamente 60 metros quadrados na região do Jardim das Américas. “O dinheiro ajuda muito na compra de materiais à vista e no pagamento de mão de obra, porque dificilmente o construtor tem dinheiro durante a obra”, assinala.

Com perspectiva de vender cada sobrado a R$ 400 mil, Oliveira só vai começar a pagar o empréstimo depois de seis meses de carência, o que ajuda a acelerar a finalização do empreendimento. “Os juros do crédito imobiliário são compatíveis com o mercado, mas o mais importante é a redução da burocracia. Consigo conversar com profissionais que decidem e isso agilizou todo processo para tomar o empréstimo”, avalia o empreendedor.

Primeira empresa do Paraná a atuar com crédito imobiliário com garantida do imóvel, o Conglomerado Financeiro Barigüi traz como vantagem o prazo de até cinco anos e juros a partir de 1,49% ao mês, taxa menor se comparado a outras modalidades existentes no mercado, como Cartão de Crédito (9,37%), Cheque Especial (7,72%) e juros médios do Comércio (4,00%) – segundo pesquisa da ANEFAC (Associação Nacional dos Executivos de Finanças). Esta linha de crédito ainda é desconhecida, atualmente na empresa cerca de 16% dos clientes buscam o crédito imobiliário para construção ou reformas.

Para obter o crédito, o pequeno construtor passa por um processo que inclui avaliação do perfil do cliente para a melhor opção de linha de crédito, uma vez que não é vantagem nem objetivo da instituição financeira ficar com o imóvel. Após alienação do imóvel a Barigüi, o crédito é liberado ao cliente no limite de 50% do valor do imóvel. Outro pré-requisito é comprometer a renda do cliente em até 30% de forma que ele tenha capacidade de pagamento e não apenas entre em outra dívida. O imóvel pode ser o próprio terreno a ser construído, sendo que após a conclusão da obra é possível a averbação da obra e o prazo pode chegar aos dez anos.

De acordo com o diretor geral do Conglomerado Financeiro Barigüi, Rodrigo Pinheiro, o Brasil de hoje é a Espanha de 1985, com o crédito imobiliário baixo em relação ao total do crédito (cerca de 10%) e juros elevados. Com o crescimento do crédito imobiliário, os juros caem, o prazo alonga e consequentemente o comprometimento da renda reduz significativamente. Com cerca de 8% das residências brasileiras alienadas, ele acredita na expansão dessa modalidade. Nos mercados desenvolvidos, o crédito imobiliário representa cerca de 55% do PIB, enquanto no Brasil chega a 6,5%.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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