B3 recebe autorização do Banco Central para atuar como escrituradora de duplicatas escriturais

Próximo passo será o início da produção assistida
A B3, a bolsa do Brasil, recebeu autorização do Banco Central para atuar na atividade de escrituração de duplicatas escriturais. A aprovação ocorre após a conclusão dos testes individuais e dos testes integrados realizados com as demais escrituradoras e registradoras participantes do primeiro ciclo.
Com a autorização, a B3 passa a exercer a função de escrituradora no novo modelo. A companhia é líder no registro de duplicata mercantil e atuará como escrituradora e registradora para duplicata escritural com benefícios como solidez operacional, atendimento facilitado, suporte técnico dedicado, conexão direta com ERPs ou plataformas, governança de dados, entre outras funcionalidades.
O próximo passo do processo é o início da fase de produção assistida, um ambiente controlado em que empresas, instituições financeiras e demais participantes poderão operar com duplicatas escriturais em condições reais, permitindo ajustes operacionais e evolução do ecossistema antes da obrigatoriedade entrar em vigor.
Implantação será gradual
A implementação da duplicata escritural será gradual e escalonada, com previsão de início da obrigatoriedade para grandes empresas em 2027 e expansão para médias e pequenas empresas em 2028.
Com a aproximação da obrigatoriedade, as empresas e instituições financeiras já podem se antecipar à nova dinâmica do mercado e iniciar sua jornada de adaptação ao modelo escritural. A adoção antecipada surge como uma estratégia para mitigar riscos operacionais, aumentar a segurança das transações e ampliar o acesso ao crédito em um ambiente mais transparente e digital.
“A chegada da duplicata escritural tende a tornar o mercado de crédito mais seguro e acessível, com potencial de redução de custos e ampliação das oportunidades de financiamento às empresas. Na B3, estamos desenvolvendo iniciativas para expandir a proposta de valor da duplicata, com investimento em inteligência de dados e no desenvolvimento de indicadores, análises e ferramentas que contribuam para a segurança e a tomada de decisão”, afirma Roberta Fortunato, superintendente de Duplicata Escritural da B3.








