Indicadores econômicos preocupam empresas que devem reduzir seus investimentos neste segundo semestre
O cenário econômico brasileiro neste segundo semestre do ano começa a preocupar. E isso está evidente nos indicadores que estão sendo divulgados. Por exemplo, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que nada menos que 72% dos consumidores acreditam que a inflação aumentará nos próximos meses e 51% preveem que o desemprego será maior. Outro dado preocupante é que 73% dos consumidores admitem que manterão o atual nível de endividamento ou o mais grave ainda, é que ampliarão suas dívidas.
Só para se ter uma ideia, de acordo com dados do Banco Central, há cinco meses consecutivos, o total de débitos das famílias com o sistema financeiro vem aumentando e já bate um novo recorde. O valor total das dívidas dos trabalhadores corresponde hoje a quase 45% da sua renda. Essa é a média, porque tem gente devendo muito mais do que ganha.
E para piorar a situação, o Boletim Focus, que reúne as projeções das 100 maiores instituições financeiras do país, aponta para um crescimento do Produto Interno Bruto de apenas 2,28%, embora a estimativa do governo federal permaneça em 3% para este ano.
Diante deste quadro, o ambiente se apresenta negativo para os negócios e, consequentemente para o consumo. O que deve acontecer daqui para frente é que as empresas devem reduzir os investimentos e o consumidor colocar o pé no freio em relação às compras.
Em momentos de turbulências como o que estamos enfrentando, todas as áreas da empresa devem se unir e colaborar para que o impacto negativo seja minimizado no negócio.








