Empresas que adotam uma gestão ambiental correta economizam e aumentam seus lucros
A gestão ambiental corporativa é uma das áreas que mais vem crescendo nos últimos anos. E isso se deve à pressão de novas legislações que envolvem licenciamento, gestão de resíduos, e até a mitigação de gases que promovem o efeito estufa. Mas, muitas empresas têm investido em projetos ambientais, acompanhando a tendência global de sustentabilidade.
Eu conversei com a sócia da empresa paranaense Eco Soluções, Ana Augusta Lupion, e ela me disse que uma gestão ambiental bem aplicada pode trazer uma boa economia para as empresas, sem contar o diferencial que ela passa a apresentar diante de uma postura sustentável. Segundo ela, em média, uma boa gestão ambiental pode resultar numa economia de 20% a 30% do faturamento.
Eu perguntei a consultora qual a melhor forma de uma empresa economizar ou mesmo lucrar com projetos ambientais e ela me disse que isso varia de segmento para segmento. Entretanto, além da revisão de processos para economizar em recursos naturais, a função de uma gestão ambiental bem aplicada é promover a conscientização dos colaboradores e diversos públicos impactados.
No caso da água, as empresas pagam duas vezes pelo produto. Primeiro para comprá-la e depois para descartá-la. O controle no uso da água oferece várias oportunidades para fazer economia de custos. Para aproveitar ao máximo estas oportunidades, é preciso identificar claramente onde a água é usada, e onde pode ser reduzido o consumo.
Quanto ao lixo, o simples fato de uma empresa utilizar recipientes para separar os resíduos representará uma redução significativa nos custos de coleta. “ Se cada funcionário utilizar um copo não descartável para beber água, no final do mês serão centenas de copos não usados e uma economia de 70% na aquisição do produto”, afirma Ana Lupion.
Segundo o quarto relatório anual do Forest Disclosure Project, publicado em junho, o número de companhias que medem e divulgam a sua pegada ecológica no último ano chegou a 100, um aumento de quase 15% em relação ao ano anterior, quando 87 firmas revelaram seu impacto ambiental.








