Financiamento estudantil traz oportunidade de estudo superior para os jovens

De acordo com o Censo da Educação Superior de 2011, dos 6,7 milhões de estudantes que cursam graduação no país, apenas 1,7 milhão estão em universidades e instituições públicas de ensino e 5 milhões em universidades privadas. Assim, é natural que muitos jovens se preocupem com o futuro, com o receio de não entrar numa instituição pública e também não conseguir pagar uma faculdade particular. Mas hoje, entretanto, existe o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) que dá oportunidade para que os estudantes tenham acesso ao ensino superior mesmo em instituições privadas. No país, já são quase 1 milhão de alunos estudando com o Financiamento Estudantil. Para se ter uma ideia, na Unicesumar, por exemplo, cerca de 40% dos estudantes do ensino presencial têm acesso ao financiamento.

O número de estudantes com FIES de 2012 para 2103 dobrou em todo o país. Isso porque a partir de 2011 passaram a valer novas regras, entre elas queda dos juros, ampliação de carência e abertura para contratação em qualquer momento do ano. “Entre as facilidades está a liberação muito rápida do financiamento e a possibilidade do crédito em qualquer período do ano. Assim que o jovem se matricula no curso, ele já pode fazer o pedido e em cerca de 20 dias poderá ser chamado para assinar o contrato”, explica o coordenador do setor de crédito e financiamento da Unicesumar, Elias Mendes.

A aluna de arquitetura Naira Regina de Sousa Bolfleuer financiou o curso a partir do terceiro ano e diz que está tranquila quanto ao seu futuro. “Seria muito difícil para mim, hoje, bancar a mensalidade e demais despesas do curso. Neste caso, o financiamento me deixa tranquila. Estou aproveitando bem o curso, plantando agora para colher no futuro”, diz ela.

O FIES pode financiar de 50% até 100% do valor da mensalidade, dependendo da renda familiar. A taxa de juros é de apenas 3,4% ao ano. Durante o tempo do curso o aluno paga até R$ 50,00 por trimestre de amortização e depois de formado possui um carência de 18 meses para começar a quitar o financiamento. Além disso, o prazo para pagar é longo: até três vezes o tempo de duração do curso mais um ano, diluindo assim os valores das parcelas.

Para o jornalista Thiago Pereira, que se formou em 2010 com ajuda do FIES, tem sido tranquilo pagar o financiamento. Ele tem prazo até 2017 para saldar o débito e paga atualmente R$ 184,00 por mês. Pereira que se esforçou muito para estudar trabalhando como vendedor, diz acreditar que não estaria ganhando o que ganha hoje se não tivesse feito a faculdade. “Foi uma transformação em minha vida. Já estou me organizando para conseguir quitar o financiamento bem antes do prazo estipulado”, afirmou.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *