Importação de fertilizantes cresce nos portos do Paraná

Porto de Paranaguá - Fotos_de_Ivan_Bueno_3A importação de fertilizantes pelos portos de Paranaguá e Antonina registrou alta de 12% até o mês de agosto. Foram 6,3 milhões de toneladas de produtos importados, contra 5,7 milhões no mesmo período do ano passado. Melhorias na estrutura dos portos permitiram que a operação dos navios de fertilizantes se tornasse mais ágil. No ano passado, nesta mesma época, existiam 53 navios aguardando ao largo para carregar fertilizantes nos portos paranaenses. Hoje, são apenas 11, uma queda de 80% no tempo de espera.

O superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, explica que este resultado é reflexo de uma séria de ações. “Desde 2011 estamos investindo em melhorias de gestão e ganhos de produtividade. Estas melhorias ficaram bastante evidentes agora, com a queda substancial no tempo de espera dos navios. Isso se deve a um conjunto de melhorias logísticas, principalmente por conta da informatização de todo o processo de recebimento de fertilizantes e melhoria na gestão das balanças”, explica Dividino. “É um trabalho em conjunto, sendo que a autoridade pública faz a sua parte, preparando a infraestrutura e os operadores complementam isso, melhorando seus rendimentos”, completou o superintendente.

De janeiro a agosto, atracaram nos portos paranaenses 319 navios para descarregar fertilizantes. No ano passado, neste mesmo período, foram 269 navios. Mesmo com a alta, foi possível registrar uma queda de 80% no tempo de espera dos navios. No comparativo com o ano passado, os seis berços dedicados à operação de fertilizantes tiveram um ganho de produtividade média de praticamente 10%. O percentual de navios que não cumpriram prancha (produtividade mínima), caiu de 31% para 16% até o mês de agosto deste ano.

Outra melhoria que permitiu este aumento na produtividade foi a modernização do sistema de conferência das cargas de fertilizantes. Foram retiradas as inserções manuais de dados no sistema, que geravam erros por dificuldade de leitura. A Appa instalou cinco contêineres-escritório na faixa do cais, que são utilizados pelos conferentes das cargas. Todos os navios de fertilizantes que chegam ao porto têm suas cargas loteadas para diferentes destinos. É trabalho do conferente – categoria portuária sindicalizada e estabelecida em Paranaguá – verificar o destino do lote, informar isso no sistema e encaminhar o caminhão para a balança. Antes, esta ação era toda manual. Agora, com a integração e informatização do sistema, a transferência de dados é eletrônica e ao chegar à balança, o caminhão passa apenas pela aferição do peso, sem riscos de envio do lote para o destino errado em função de dificuldade de leitura do canhoto, que antes era manual.

O principal ganho, além da agilidade, é que os terminais podem emitir as notas fiscais eletrônicas de cada caminhão, antes mesmo do veículo chegar ao destino. Por outro lado, na retaguarda, está sendo realizado um esforço conjunto dos operadores de fertilizantes em otimizar os espaços para recebimento do produto e, muitas vezes, aumentando o turno de trabalho para conseguir atender a demanda e reduzir o tempo de atendimento. “Num contexto geral, a melhoria na produtividade reduziu custos de sobrestadia. E o reflexo disso será direto na redução do custo do fertilizante para o produtor”, afirma Dividino.

Crédito da foto – Ivan Bueno

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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