Independência financeira não é uma questão de sorte
A independência financeira não é uma questão de sorte. É certo, que muitos nascem em berço esplêndido, porém é preciso fazer o dinheiro trabalhar por você antes que ele mude de mãos sem ao menos se perceber. Segundo a coordenadora do Investmania, Aline Rabelo, é preciso educar as crianças para que elas almejem e conquistem a independência financeira pelos seus próprios esforços. É preciso incutir a cultura da poupança desde muito cedo. É essencial desenvolver no individuo o prazer de ganhar o próprio dinheiro e com ele realizar os seus sonhos de consumo, além de despertar a vontade de construir um futuro melhor, digno e confortável, recomenda a executiva.
Aline acredita que a primeira e mais acessível ferramenta de educação financeira é o bom e velho cofrinho. A criança poupa e já experimenta a sensação de planejar um horizonte para a utilização deste recurso. Isso se chama objetivo, essencial para qualquer investidor, seja ele de qualquer idade, explica.
A coordenadora do Investmania dá agora algumas dicas para quem deseja alcançar a tão sonhada independência financeira:
Autoconhecimento – Antes de escolher a modalidade de investimento (sim, são muitas e bastante atraentes!), é essencial que a pessoa identifique qual é o seu o perfil, ou seja, a que tipo de riscos está determinada a se expor. Para Aline, variáveis como idade, estado civil, quantidade de filhos, o quanto poderá aplicar por mês e qual o prazo em que poderá dispor do recurso, refletem muito esta aptidão e a possibilidade real de aderir a produtos com maior volatilidade, como os de renda variável, por exemplo;
Planejamento Financeiro – Seja em uma planilha ou em um pedaço de papel, é importante anotar as entradas e saídas e observar quais são os principais destinos do seu dinheiro. Relacione qual a sua renda mensal e quais são as despesas fixas, como contas de consumo, aluguel, condomínio, educação, alimentação, saúde e transporte. Acrescente nesta lista de prioridades um percentual para investimento, deixe de aplicar apenas o que sobrou, recomenda;
Informação – E na tomada de decisão, pesquise!, alerta Aline. Afinal, a taxa de administração que será cobrada, custos como custódia ou tributação vigente, são fatores que podem impactar na rentabilidade final. Procurar uma corretora, um banco ou profissionais especializados, pode ajudar a resolver este dilema. E nesse sentido, o Investmania também pode apoiar. A rede social promove a interação tanto de investidores iniciantes, como experientes, ou simples interessados neste universo, com especialistas de diversas áreas, como analistas fundamentalistas e gráficos e profissionais do mundo jurídico, de instituições financeiras e de empresas de capital aberto;
Disciplina – Defina o quanto deseja aplicar por mês e não abra mão da poupança por qualquer motivo, principalmente se for para a compra de um item supérfluo.
Se está devendo, pague – Não protele. Relacione todas as contas em aberto e privilegie a quitação de dívidas que apresentam taxas de juros mais salgadas, como o cheque especial e o crédito rotativo do cartão de crédito. Bancos e financeiras possuem programas de recuperação de crédito bastante interessantes para quem quer se libertar desse pesadelo. A iniciativa de procurar o credor também pode render um bom desconto na taxa de juros ou até no principal tomado, explica a consultora.
Rever a estratégia de investimento – Em um cenário econômico de incertezas é necessário acompanhar os seus investimentos de perto. Se o investidor perceber que o produto no qual investiu não está competitivo, ou seja, a remuneração está perdendo para a taxa de juros ou para a inflação, é hora de buscar outra alternativa no mercado, aconselha Aline.
Tenha independência financeira, mas seja feliz – Ter independência financeira também é conquistar a possibilidade de ser feliz, de aproveitar o lado bom da vida. Portanto, viva com conforto, mas realize seus sonhos, sempre!








