Previdência complementar é garantia de um futuro melhor
Planejar o futuro financeiro é imprescindível e, para isso, é preciso conhecer as diferenças entre os planos de previdência complementar disponíveis no mercado. “Este é um tema importante que deve ser debatido com mais frequência em nossa sociedade”, afirma José Luiz Costa Taborda Rauen, presidente da Associação dos Fundos de Pensão do Paraná (Previpar). Entre os planos mais populares estão os de previdência complementar aberta e fechada e suas ramificações. Porém, ambos funcionam como planos de capitalização, nos quais, após poupar por vários anos, o investidor resgata seu dinheiro acrescido dos lucros, provenientes dos investimentos realizados pelos administradores dos fundos. “Esses recursos formam a chamada poupança previdenciária, que impulsiona o crescimento do país”, explica o diretor-presidente do Fundo Banespa de Seguridade Social, Jarbas Antônio de Biagi. “Os recursos são investidos em títulos públicos e no fomento da indústria, do comércio e das atividades produtivas da sociedade, que vão gerar empregos, tributos e lucros, que rentabilizam o investimento, que volta na forma de benefícios para o participante”, exemplifica Biagi.
Ainda de acordo com Biagi, nos países onde a educação previdenciária é mais forte, a poupança deste fundo chega a ser maior do que o próprio Produto Interno Bruto (PIB) do país. “No Brasil, essa poupança ainda está em torno dos 20% do PIB”, conta. “E quanto maior for essa poupança, mais rico será o país”, pondera. A diferença entre a previdência aberta e fechada se dá pela forma, pois a fechada é destinada aos funcionários de empresas e categorias profissionais que realizam planos próprios, onde os participantes [neste caso empregados de empresas patrocinadoras] além do dinheiro que poupam, contam com um aporte feito pelas próprias empresas, destinado às suas aposentadorias. Já nos planos abertos, o participante conta com os seus recursos investidos e mais o rendimento.
De acordo com o diretor do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) e professor UFRJ e UERJ, Heitor Rigueira, os principais planos de previdência aberta [PGBL e VGBL] são muito semelhantes a um investimento financeiro normal, porém, voltados a ser de longo prazo. “Uma das grandes diferenças entre os planos abertos e o fechado é o prazo de resgate, pois nos abertos o investimento pode ser retirado, em parte ou todo, após um prazo de 60 dias”, explica.
Rigueira adverte que o correto é se programar para não realizar retiradas antes da aposentadoria, mas, exemplifica ainda que, nestes planos, um pai pode fazer, por exemplo, um plano para os filhos como uma forma de custear o ensino superior. “Há que se tomar cuidado apenas para que as taxas de carregamento [para abertura do plano] e de administração não sejam altas, para que, ao final do tempo, se tenha um fundo mais significativo”, ensina.
Segundo Biagi, o Paraná tem um bom exemplo de previdência fechada chamada de Instituidor, onde uma categoria profissional se une para realizar o fundo, “como é o realizado pela OABPrev-PR, o fundo de pensão dos Advogado do Paraná, que serve de exemplo para o advogados de todo o país”, afirma.
A OABPrev-PR acaba de alcançar a marca de 10 mil participantes, fato que, para seu diretor-presidente, Mauricio de Paula Soares Guimarães, demonstra que o plano vem ganhando a confiança dos advogados do estado. Com apenas seis anos de criação, a OABPrev-PR já conta com um patrimônio de R$ 100 milhões, o que o coloca no ranking dos maiores fundos de pensão instituídos do Brasil. Os especialistas, Jarbas Antônio de Biagi e Heitor Rigueira, estiveram em Curitiba recentemente para ministrar aulas no MBA em Previdência Complementar Fechada, promovida pela Associação dos Fundos de Pensão do Paraná (Previpar) e Universidade Positivo.








