Sebrae/PR orienta e estimula formalização durante feira de artesanato em Curitiba
Transformar retalhos em peças de artesanato. Esta foi a saída que a enfermeira Ariana Gabrieli Araújo encontrou para ocupar o seu tempo depois que decidiu parar de trabalhar para se dedicar apenas à criação do filho recém-nascido. Ela sempre teve uma vida bastante ativa e atuou durante oito anos em hospitais de Ponta Grossa, sua cidade natal. Com o tempo, a atividade de produzir bolsas, centros de mesa e capas para galões de água acabou se tornando um negócio, motivado pelo interesse cada vez maior que suas clientes demonstravam pelas peças.
Com a transferência do marido para Curitiba, Ariana passou a se preocupar em conquistar novos clientes também na Capital. Ela foi uma das empreendedoras que participou, na semana passada, do Festival Internacional de Patchwork e Artes Afins – 3º Quilt & Craft Show, realizado em Curitiba com o apoio do Sebrae/PR. Ariana comprava insumos para seus produtos, quando parou em frente do estande do Sebrae/PR e decidiu entrar. “Lembrei que uma amiga minha comentou sobre as vantagens da formalização e fui procurar mais informações sobre o assunto”, conta.
Ariana foi orientada por consultores do Sebrae/PR e tomou a decisão de iniciar seu processo de formalização. “O consultor também comentou sobre alguns cursos de técnicas de venda que me interessaram”, diz a artesã, que pretende ser microempreendedora individual, já que seu faturamento bruto anual não excede R$ 60 mil.
Microempreendedor individual é uma figura jurídica criada pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa que estimula a formalização de empreendedores como Ariana. Em vigor desde 2009, a lei já formalizou aproximadamente 170 mil empreendedores paranaenses, que, além de vantagens previdenciárias, passaram a ter benefícios empresariais, como o direito a emitir nota fiscal.
Mais de 12 mil pessoas visitaram a terceira edição do 3º Quilt & Craft Show, que aconteceu entre os dias 4 a 7 de setembro, no Expo Unimed Curitiba, na Universidade Positivo. Grande parte deste público, com histórias muito parecidas com a de Ariana, como explica a consultora do Sebrae/PR, Juliana Schvenger. “O artesanato está sendo cada vez mais procurado e valorizado pelas pessoas. Trata-se de um ramo de atividade bastante lucrativo e que deve ser tratado como negócio. Durante a feira, trabalhamos com a orientação empresarial, falamos das vantagens de ser um microempreendedor individual e iniciamos o processo de formalização.”
O movimento no estande do Sebrae/PR não se limitou apenas aos visitantes do Festival. Alguns dos mais de 100 expositores também aproveitaram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre empreendedorismo. Foi o caso da empresária Luciana Proença, que quer fazer um curso sobre organização financeira.
“Os meus negócios estão indo muito bem, mas acho a parte administrativa um pouco complicada. Tenho receio de estar perdendo dinheiro ou deixando de crescer”, explica Luciana que foi orientada a procurar um dos cursos que o Sebrae/PR oferece na área de finanças e marketing.
Quem visitou o estande do Sebrae/PR também pode conferir o trabalho dos artesãos do Programa Ñandeva, de Foz do Iguaçu e do Comfibra (Associação de Artesanato em Fibras Naturais), de Jacarezinho, que foram desenvolvidos com o apoio da instituição. “Foi uma maneira de divulgar os produtos e de mostrar que o Sebrae/PR apoia projetos de artesanato”, destaca Juliana Schvenger.
Os artesãos que não visitaram o estande do Sebrae/PR, no 3º Festival Internacional de Patchwork e Artes Afins – 3º Quilt & Craft Show, podem obter mais informações sobre formalização e empreendedorismo por meio telefone 0800 570 0800. Para ser microempreendedor individual, o empreendedor não pode faturar mais de R$ 60 mil ao ano; precisa ter no máximo um funcionário, pago com um salário mínimo ou piso da categoria; e precisa recolher tributos que não excedem R$ 40 ao mês.








