Contagem regressiva para os negócios com a Copa do Mundo já começou

Faltam pouco mais de 200 dias para o início da Copa do Mundo. Agora o importante é entender que a contagem regressiva para o evento já começou em outubro de 2007, quando o Brasil foi indicado pela Fifa, e não vai se encerrar quando terminar o último jogo no dia 13 de julho de 2014, no Maracanã. O que os críticos não conseguem entender, é que os investimentos que estão sendo realizados, principalmente nas 12 cidades sede, vão gerar resultados positivos por muitos anos.
Eu conversei com o diretor de Programas Estratégicos da consultoria EY, Marcos Nicolas, que veio a Curitiba para proferir palestra na Amcham, sobre as” Perspectivas Econômico Financeira no ano da Copa do Mundo”. Ele me disse a Copa do Mundo será para nós brasileiros um marco na trajetória de modernização da infraestrutura de nosso País, mas o que se vê é uma falta de acompanhamento em relação a uma agenda positiva. Segundo Nicolas, os aeroportos brasileiros já estavam defasados bem antes da Copa, que apenas veio acelerar a modernização. No caso da mobilidade urbana, ela já era alvo de mudanças há muito tempo, sendo que a Copa abriu os caminhos para a transformação.
Marcos Nicolas, que está envolvido no Programa Copa 2014, lamenta que muitos empresários brasileiros se envolveram tardiamente com a Copa, principalmente no setor de serviços, na área de restaurantes. Já outros setores como hotelaria e construção investiram pesado. No caso específico da construção civil, como houve valorização dos imóveis nas cidades sede da Copa, toda a cadeia está sendo beneficiada.
Agora o que realmente impressiona são os números projetados para a Copa de 2014, e que se realmente se confirmarem são excepcionais. De acordo com Marcos Nicolas, os 3 milhões e meio de turistas, que deverão circular pelo País, devem gastar só no comércio varejista US$ 800 milhões, bem acima dos US$ 600 milhões verificados na Copa da África do Sul. Em alimentação, a previsão é de que os turistas gastem R$ 900 milhões e outros R$ 530 milhões em transportes. Já o setor hoteleiro estima um faturamento de cerca de R$ 2 bilhões só no período da Copa.








